domingo, 24 de janeiro de 2021

A gente respeita o Palmeiras, mas não teme


 O atleta com mais bagagem no torneio sul-americano é o lateral direito Pará, que no currículo 53 apresentações no torneio vestindo as camisas de Grêmio e Flamengo, além do seu time atual

Quase dez anos depois, Pará pode escrever mais uma vez o seu nome na história do Santos. Camapeão da Libertadores em 2011, o lateral-direito vive novamente a expectativa de levantar a taça da competição continental. No próximo sábado, o Peixe disputa a final contra o Palmeiras, no Maracanã.

Pará é um dos dois remanescentes do atual elenco do Santos que esteve presente na conquista do tri, em 2011 – o goleiro Vladimir é o outro. Ele participou de 10 dos 14 jogos daquela campanha e aproveitou para comparar as duas trajetórias.

– É difícil. Em 2011, tínhamos um time que quase todos os jogadores participaram de seleção brasileira. Tinha o Ganso, o Neymar, o Elano, o Edu Dracena, então tínhamos atletas que estavam em quase todas as convocações. Era uma equipe forte. Não preciso nem estar aqui falando. Hoje temos uma equipe boa, forte. Não temos um destaque individual, apesar de termos o Soteldo e o Marinho, que fazem a diferença e dão o desafogo.


Se conquistar o título pelo Santos, Pará pode entrar na seleta lista de brasileiros com mais títulos de Libertadores. Além de fazer parte do elenco em 2011, o lateral também conquistou o troféu em 2019, quando foi titular em todos os jogos da fase de grupos pelo Flamengo – ele se transferiu para o Peixe no meio da campanha

Em entrevista ao programa Esporte Espetacular, o lateral do Alvinegro, Pará, foi questionado sobre a final e exaltou o elenco montado pelo Palmeiras. No entanto, tratou de 'desafiar' os comandados de Abel Ferreira, salientando que o time da Vila Belmiro possui um elenco competitivo.

“O Palmeiras tem um elenco muito qualificado, jogadores de seleção, um treinador que está mostrando a qualidade. A gente respeita, mas não teme. Temos uma equipe forte”, analisou o defensor santista


– Escutamos um pouco da imprensa e sempre nos colocamos como azarão. Deram esses 4%. Colocamos isso na cabeça que 4% é muito. Lutamos em cima desses 4% e as coisas estão acontecendo da melhor maneira possível. Eu tinha bem menos, porque vinha em busca de um sonho. Eu não tinha certeza que eu ia virar um jogador profissional. Acho que não tinha nem 1%. Corri atrás dos meus objetivos e do meu sonho. E graças a Deus com muita força de vontade cheguei onde cheguei.

– Meu nome está gravado na história do clube. Tenho um carinho, um respeito pelo torcedor, pelos dirigentes. Eles me olham como uma referência. Eu fico orgulhoso de fazer parte do clube, de estar conquistando os nossos objetivos. Em relação a ser capitão, foi quando o Jesualdo teve a oportunidade de vir trabalhar aqui. Ele disse que tinha cinco capitães e ele me incluiu nessa lista. Acredito que ele deva ter acompanhado um pouco da minha trajetória no Santos. Procuramos conversar bastante com os mais jovens para passar a nossa experiência para eles


– Desde quando o Cuca chegou, a primeira palavra que ele falou foi família. Disse que íamos criar uma família. A nossa família hoje cresceu, ficou forte, se fortaleceu cada vez mais. Sabemos como é difícil. Íamos sempre fazendo isso, passo a passo. Hoje defino nosso grupo como uma verdadeira família que está atrás dos nossos sonhos.

– Se não me engano nossa equipe é a mais jovem da competição. Estamos jogando com 60, 70% dos meninos da base. Estamos fazendo história. Esperamos cravar nosso nome na história do clube cada vez mais.


Lívia Tufi 

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