O Santos está proibido de contratar pela Fifa desde março do ano passado. O clube tinha dívidas com Hamburgo, da Alemanha, pela contratação do zagueiro Cléber Reis, com o Atlético Nacional, da Colômbia, pela contratação do zagueiro Felipe Aguilar, e com o Huachipato, do Chile, pela compra do atacante Soteldo
No acordo anterior costurado pelo ex-presidente Orlando Rollo, o Santos "devolveria" 50% dos direitos econômicos ao Huachipato. O Santos do ex-presidente José Carlos Peres combinou de pagar 3,55 milhões de dólares (R$ 20 milhões) em 2019 e não transferiu um real sequer. Soteldo ficaria na Vila Belmiro até os chilenos negociarem o meia-atacante.
Presidente do Santos explica como tenta evitar punição na Fifa após ação do Barcelona Com o "sim" santista, o Huachipato retiraria da Fifa uma cobrança de 7,2 milhões de dólares (R$ 40 mi) diante do calote do clube brasileiro. A equipe ainda pagaria 200 mil dólares (R$ 1,1 milhão) diretamente ao camisa 10 para quitar dívidas em luvas, premiação e direitos de imagem.
Por fim, o Santos ficaria com 10% do valor que exceder uma venda de Soteldo pelo Huachipato por no mínimo 8 milhões de dólares (R$ 45 mi). Essas condições foram aprovadas pelo Conselho Deliberativo há mais de três meses
Assim que for liberado o transferban, o Santos vai em busca de reforços. No entanto, Andrés Rueda adota cautela ao falar sobre as futuras contratações do clube.
O Santos cogita assumir uma dívida do Huachipato com o empresário de Yeferson Soteldo para avançar na negociação por um acordo pela dívida na contratação do venezuelano em 2019. O valor não foi informado
A ação do Huachipato na Fifa impede o Santos de registrar novos jogadores. Se não conseguir um denominador comum, o clube alvinegro pode vender o camisa 10 e pagar para o clube formador. Não se falou mais sobre a compra do atacante.
"O problema não é com o time do Soteldo. Ele não quer voltar, ele tem receio de que o Huachipato não venda e ele tenha que jogar lá. Ele se nega a assinar (o acordo). E tem uma pendência com o empresário. Temos dois caminhos: vender, pagar e tirar o transfer ban ou convencê-lo a assinar. É um valor significativo por tudo que estamos vivendo, mas nada primitivo. Estamos dispostos até a pagar o que falta ao empresário", disse o presidente Andres Rueda
O presidente do Santos, Andres Rueda, em entrevista à Rádio Bandeirantes, expôs a situação financeira do clube. Apesar da reformulação na diretoria, a crise que assolava o time nos últimos meses ainda perdura, o Peixe soma R$700 milhões em dívidas.
No entanto, atualmente a única dívida que impede o Santos de contratar é referente ao não pagamento dos 50% dos direitos econômicos de Soteldo, adquirido junto ao Huachipato em janeiro de 2019 e por conta disso está impossibilitado de fazer contratações pela FIFA, o chamado transfer ban. Mas você sabe de fato o que é o transfer ban e quando ele é aplicado?
O “transfer ban” nada mais é do que uma das sanções que as entidades de prática desportiva podem sofrer em razão do descumprimento ou violação do Regulations on the Status and Transfer of Players – RSTP. Essa punição administrativa aplicada pela FIFA versa sobre a impossibilidade de os clubes realizarem novas contratações em razão de pendências financeiras na transferência de outros atletas.
Cleber Silva



Nenhum comentário:
Postar um comentário