quarta-feira, 28 de novembro de 2018

Peres chega ao máximo por Pituca e confia em ética para mantê-lo


O meia Diego Pituca segue com futuro indefinido no Santos. Apesar de ter contrato válido até junho de 2021, o jogador ainda possui o mesmo salário de quando foi contratado para o Santos B, cerca de 30 mil reais, e o Peixe vê as tratativas pela renovação do vínculo se arrastarem.

O Santos quer valorizar o jogador e também se resguardar, pois o meia tem multa rescisória de apenas 8 milhões de reais para o mercado nacional. Diante do interesse de outros clubes, inclusive o Cruzeiro, que já topou pagar o valor.

“Diego Pituca tem contrato de três anos. A multa é 50 milhões para o exterior. Nacionalmente, na Justiça (é 8 milhões de reais), e acredito que nenhum clube faça isso com o outro. Eu já fiz minha proposta”, disse o presidente José Carlos Peres em entrevista ao Diário do Peixe.
Segundo o presidente, a única forma de tirar o jogador do Santos antes do final do contrato é pagar os 8 milhões de reais na Justiça, o que seria anti-ético. Ele não acredita que algum clube brasileiro possa fazer isso e cita o Atlético-PR, que tirou Robson Bambu do Peixe sem conversar com o clube. No entanto, o caso do zagueiro é diferente, já que ele é revelado nas categorias de base e o Santos tinha direito a sua primeira renovação contratual.

“Quero ver qual é o clube (interessado), eu ligo. Tem um que fez isso, o Atlético-PR e está na Justiça. Se ele quer ficar, tem que dizer que quer. Aumentamos cinco vezes o salário atual, não dá para fazer mais. Traremos gente para a posição dele, não é titular garantido. Eu já aumentei, ofereci um tanto, um tanto e outro tanto… Hoje é difícil aumentar mais. A diferença para o que é pedido não é grande, mas cheguei no meu topo. (O salário proposto ao) Cittadini foi menor”, explicou Peres.

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