quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017



Análise: faltam opções para Dorival transformar expectativas em realidade
Má atuação em jogo com desfalques expõe fragilidade de elenco do Santos, equipe que começou o ano entre as favoritas e que há três jogos não vence no Paulista





Os jogadores do Santos deixaram o Novelli Júnior, após empate em 0 a 0 com o Ituano, na última terça-feira (21), reclamando do gramado. O volante Leandro Donizete citou até o vento para explicar a péssima partida da equipe no interior.

A sequência de três jogos sem vencer, que inclui derrotas em casa para o São Paulo (3 a 1) e Ferroviária (1 a 0), mostrou que os problemas do time de Dorival Júnior são maiores do que as desculpas dos atletas na saída de campo em Itu.

A defesa ainda é frágil – o Ituano passou em branco, mas esteve mais perto do gol do que o Santos – e o ataque sente falta de um meio que o municie. Não é coincidência que essa dificuldade tenha se acentuado com as ausências de Renato e Lucas Lima, lesionados.

Entre os argumentos utilizados para explicar o motivo de o Santos não ter estendido a briga com o Palmeiras pela taça do Brasileiro do ano passado estava o de que o time, que terminou como vice-campeão, nove pontos atrás do rival, era bom, mas o elenco era deficiente.

Thiago Maia Copete Ituano x Santos  (Foto: Luciano Claudino/Código 19/Estadão Conteúdo)Santos ainda tem poucas opções no elenco (Foto: Luciano Claudino/Código 19/Estadão Conteúdo)
De 2015 para 2016, o Santos conseguiu manter seus principais atletas e foi ao mercado para corrigir esse desequilíbrio. Esse início irregular de temporada indica que o objetivo ainda não foi cumprido.

Em Itu, Dorival Júnior não teve Vanderlei, Cléber, Renato, Lucas Lima e Ricardo Oliveira. Jogaram Vladimir, Lucas Veríssimo, Leandro Donizete, Lucas Veríssimo e Kayke. Os desfalques foram sentidos.

Essa dificuldade ficou clara: Dorival fez apenas uma modificação na equipe por opção. E apenas aos 36 minutos de um segundo tempo em que os donos da casa eram melhores: Kayke, que mal foi visto em campo, deu lugar a Bruno Henrique – o técnico tinha feito uma substituição por contusão, na primeira etapa, na troca de Léo Cittadini por Thiago Ribeiro.

No banco do Novelli Júnior, Dorival tinha ainda Rafael Longuine, Arthur Gomes e Rodrigão, entre os atletas que atuam do meio para frente.

O momento é ruim, mas o Santos é uma equipe de boas perspectivas para a temporada. O retorno de Renato, Lucas Lima e Ricardo Oliveira, quando ocorrer, pode recolocar o time entre os favoritos. Mas faltam opções no elenco para evitar que as expectativas se tornem decepções.

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