A lembrança mais forte que o torcedor brasileiro tem de Ariel Holan vem da decisão da Copa Sul-Americana de 2017, quando o seu Independiente superou o Flamengo jogando um futebol ofensivo e baseado nos movimentos de um 4-3-3 móvel e bem organizado
Ariel Holan gosta de armar suas equipes no 4-3-3 e o faz isso adotando uma mentalidade ofensiva. Volantes que pisam na área, laterais que apoiam constantemente o ataque e a popular “saída lavolpiana” são alguns dos pontos que tenta implementar nas suas equipes
Ariel Holan usava seu 4-3-3 prarticamente imutável como base para variações táticas no seu Independiente. Os “pontas” recuavam até a última linha para fechar o espaço dos laterais adversários e o time fazia pequenas perseguições na frente da área com os volantes saindo mais para o combate
Logo em suas primeiras palavras como novo técnico do Peixe, Holan fez questão de citar que deseja uma equipe com "ideia clara de jogo" e "mentalidade ofensiva".
José Tomáz Fernández, jornalista do Diário AS, do Chile, seguiu de perto a trajetória de Holan. Segundo ele, o novo técnico do Santos não costuma mudar seu esquema tático preferido.
– Joga no 4-3-3 e gosta de ter o protagonismo no campo rival. Teve alguns problemas no final, a liga foi complicando, o plantel teve muitas lesões. Chama a atenção a inflexibilidade de Holan em relação ao modelo de jogo, sempre usa um 4-3-3. Um ponto a favor é que confia muito nos jogadores da base. Fez muitos garotos estrearem. Muda muito pouco o desenho tático e formações. Prefere colocar jogadores fora de posição do que mudar o esquema – declarou.
Quem também acompanhou Ariel Holan durante a passagem pelo futebol argentino foi Favio Verona, jornalista do Olé. Ele falou mais sobre a parte tática e as características que o novo técnico do Santos busca nos elencos que comanda.
– Mostrou que tem uma ideia clara de jogo: arma equipes com vocação ofensiva, que assumem protagonismo em casa ou fora, atacam com muita gente... Busca jogadores rápidos para encontrar espaço, seja por dentro ou por fora, abrindo a defesa adversária circulando a bola. Quando ganhou a Sul-Americana, apostou muito em jogadores da base. Na segunda temporada, mudou um pouco sua metodologia de trabalho e contratou vários jogadores caros que não deram certo. No Independiente, teve um ano e meio muito bom, depois a equipe se desmembrou, perdeu intensidade. Teve problemas com alguns jogadores.
Sobre a passagem pelo Chile, Léo Lepri opinou:
– Na Universidad Católica, o Holan encontrou tranquilidade e um time consolidado, que não trocava tanto de plantel. Deu seguimento ao trabalho, não fez nada de novo, anormal. Continuou com os mesmos jogadores de sempre e foi tricampeão num título que quase escapou. A forma de jogar estava mais em um meio-termo. Ele queria propor o ataque, mas quando viu que o campeonato poderia ir por terra, preferiu segurar e recuar o time.
– Não dá para dizer que o Ariel Holan tem um estilo definido. Ele prefere ser ofensivo, mas consegue se adaptar bem com as peças que tem na mão – finalizou Lepri.
Cleber Silva




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