sexta-feira, 11 de outubro de 2019

Presidente do Santos dispara: 'Se depender do VAR, o Flamengo será campeão


O presidente do Santos, José Carlos Peres, reclamou do VAR nesta sexta-feira, em entrevista ao “Estádio 97”, da Energia FM. Peres disse que se depender do árbitro de tecnologia, o Flamengo será campeão. O mandatário ainda comparou o vídeo com um carro caro.
Se depender do VAR, o Flamengo será campeão”, afirmou Peres, à rádio.
Não falei que o Flamengo é culpado. Queria estar no lugar do Flamengo. É questão dos juízes… VAR veio para ajudar, mas é a mesma coisa de dar uma Porsche para quem não sabe dirigir direito. Vão falar que errada é a Porsche”, completou o presidente.

O Santos é o vice-líder do Campeonato Brasileiro, com 47 pontos, a oito do Flamengo. Faltam 14 rodadas.

segunda-feira, 2 de setembro de 2019

Santos tem cinco desfalques para enfrentar o Athletico-PR

O Santos voltou a vencer no Campeonato Brasileiro, acabou com um jejum de três rodadas e manteve pressão sobre o Flamengo. Mas, para se manter em alta terá suportar a ausência de pelo menos cinco jogadores no duelo contra o Athletico-PR, agendado para domingo, na Vila Belmiro.
Jorge Sampaoli não poderá contar com o venezuelano Soteldo, o colombiano Felipe Aguilar e paraguaio Derlis González. Todos convocados por suas respectivas seleções nacionais.
Além do trio, Jorge também foi chamado por Tite e será desfalque pela segunda rodada seguida, pois teve de cumprir suspensão frente a Chape, neste sábado
Não bastasse isso, Victor Ferraz levou o terceiro cartão amarelo em Santa Catarina e vai se juntar aos jogadores que poderão ficar só na torcida na 18ª rodada do Brasileirão.

A boa notícia é que Marinho, outro que não pôde enfrentar a Chapecoense por causa de uma suspensão, está de volta a partir de agora, à disposição do treinador argentino.

sábado, 17 de agosto de 2019

Santos já observa possíveis contratações para 2020

O Santos está na briga pelo título do Campeonato Brasileiro 2019, mas o planejamento para 2020 já começou. O treinador Jorge Sampaoli deixou claro que ele e o diretor de futebol Paulo Autuori já estão pensando em contratações para o próximo ano e analisando os jovens do elenco.

“Estamos vendo contratações, analisando os jovens. Falamos todo tempo com quem está comigo. Não cometeremos os mesmos erros ou diminuiremos. Planejamento organizado. Diretoria, diretor de futebol, treinador. Precisamos ter organização e ordem sérias. Que estejamos no caminho certo. É mais importante o planejamento que o dinheiro. Autuori é muito sério e destacado no meio”, afirmou Jorge Sampaoli
A ideia de padronizar o jogo do Santos em todas as categorias também agrada o treinador. O planejamento foi exposto por Autuori, em coletiva na quarta, e Sampaoli destacou que isso pode ser muito positivo para o clube

“Converso com Autuori, que conhece muito mais do futebol brasileiro do que eu, para a metodologia estar na base. Vamos organizar para que o jogo da primeira equipe também ocorra nas categorias menores. Fazemos isso com os sparrings. Que haja cultura de jogo e um padrão. Que quem se destaque sobre o padrão seja utilizado. Seria muito bom para nós e para o Santos, para o clube”.

Expectativa do Santos por Veríssimo não se cumpre; Roma avalia contratação

O Santos vê Lucas Veríssimo como principal “produto” nesta janela internacional de transferências, mas o zagueiro ainda não recebeu qualquer proposta oficial.

Entre as sondagens, a mais forte foi da Roma. O clube italiano, porém, parou em uma consulta. Veríssimo e Léo Pereira, do Athletico-PR, são alternativas para o caso de insucesso por jogadores de renome – casos de Alderweireld, do Tottenham, e Lovren, do Liverpool, ambos do futebol da Inglaterra
Os representantes Marcos Ribeiro e Aparecido Inácio, o Cidão, mantém contato frequente com o presidente José Carlos Peres. A última pedida foi de 12 milhões de euros (R$ 53,3 mi), valor considerado irreal diante do atual cenário do mercado europeu.


Fora do país, o agente Federico Pastorello tem autorização para negociar Veríssimo. Os empresários acreditam que 10 milhões de euros (R$ 44,4 mi) seria uma quantia justa.

O atleta revelado na base do Peixe foi protagonista em duas das três janelas em 2018. Na primeira, ficou perto de reforçar o Spartak Moscou-RUS. Na segunda, bem próximo de fechar com o Torino. Outras equipes como Saint-Éttiene, Nantes e Lyon, da França, Stuttgart, da Alemanha, e Zenit, da Rússia, demonstraram interesse.

O contrato de Lucas Veríssimo vai até 30 de junho de 2022. O Santos detém 80% dos direitos econômicos do zagueiro. Ele possui 132 jogos pelo Peixe.

terça-feira, 13 de agosto de 2019

Jean Mota afirma que errou ao desabafar após o clássico

O meia Jean Mota pediu para estar na entrevista coletiva desta terça-feira para esclarecer suas declarações polêmicas depois da derrota no clássico para o São Paulo. Na ocasião, o jogador desabafou sobre ficar constantemente no banco de reservas nos últimos jogos, mesmo depois de um ótimo primeiro semestre.

“Vim para esclarecer situações que ficaram. Tenho convicção que não era o momento, mas como ser humano, a gente erra. Depois de um clássico, a gente sente muito a derrota. Disse coisas que foram ditas de uma maneira e interpretadas de outra”, afirmou o jogador.
Jean deixou claro que suas reclamações foram sobre questões internas, nada contra as decisões do treinador Jorge Sampaoli. O jogador diz respeitar as escolhas do técnico, a quem é muito grato por todo o trabalho realizado nesta temporada.

“Sampaoli foi o cara que me deu total apoio desde que chegou. É o cara que trouxe de volta minha confiança, retomou meu futebol. Essa crítica não foi para ele. Muita gente pegou como isso. Vou buscar meu espaço dentro de campo. Conversei com o Sampaoli e ele entendeu que não foi para ele”, afirmou.

domingo, 11 de agosto de 2019

Por que Sampaoli pediu para tirar multa contratual e por que o Santos negou

O presidente José Carlos Peres revelou ontem, após a derrota do Santos por 3 a 2 para o São Paulo, no Morumbi, pela 14ª rodada do Campeonato Brasileiro, que o técnico Jorge Sampaoli havia pedido para que o Peixe retirasse a multa rescisória de seu contrato com o clube e que a requisição foi rejeitada pelo Comitê de Gestão.

"Esse assunto foi levantado em reunião do Comitê de Gestão e nós optamos por recusar esse pedido", disse o mandatário santista.

O contrato do Peixe com o técnico argentino prevê uma multa que gira na casa dos R$ 10 milhões para a quebra do vínculo, que vai até o final de 2020. Ao longo do ano, o Santos se esforçou para atender os pedidos do treinador, principalmente sobre contratações, mas não irá aceitar essa solicitação.

O assunto foi tema de votação no Comitê de Gestão e os cartolas do clube não foram unânimes, mas decidiram por declinar o pedido. O Santos vê Sampaoli valorizado no mercado e tem a multa como forma de proteção a qualquer investida de clubes de fora ou de dentro do país.

Internamente, o Santos acredita que seria uma irresponsabilidade abrir mão de uma potencial receita e correr o risco de perder o treinador de graça. Pelo contrário: a intenção santista é de até de ampliar o vínculo do argentino caso o trabalho continue a ser feito da maneira como está.

O Peixe sabe do interesse que Sampaoli desperta em outros clubes e até seleções e não quer perder o treinador que caiu nas graças da torcida rapidamente e levou o clube até o topo da tabela do Campeonato Brasileiro. O argentino já recebeu sondagens do Irã, Marrocos, Equador, Atlético-MG e Bétis (ESP), mas sequer abriu conversas.

O treinador, por outro lado, desde o início não era favorável ao contrato com multa rescisória. Porém, as tratativas foram conduzidas já desde o começo dessa forma pelo seu estafe e o vínculo foi fechado com o valor estipulado.

Sampaoli já falou em algumas oportunidades que quer cumprir seu vínculo até o final, mas em outras não foi tão firme ao se referir à temporada de 2020. Quando teve um e-mail com reclamações ao presidente Peres vazado, o argentino foi firme ao falar que era impossível que deixasse o Peixe antes do final da temporada, mas não repetiu a afirmação quando se referiu ao ano seguinte.

"Impossível (sair). Tenho um compromisso muito grande com todos aqui dentro. Tenho compromisso com todos os jogadores que estão aqui. Impossível, não abandonaria. Não sei (sobre 2020), se perco quatro partidas, vão querer que eu deixe o Santos. Tenho um projeto e se estiver de acordo, se eu construir em um ano o que eu quero, eu continuo", afirmou na época.

quinta-feira, 1 de agosto de 2019

Santos acerta com dois reforços no último dia de janela

O Santos aproveitou o último dia de janela de transferências e acertou com dois novos reforços. O Peixe trouxe o atacante Lucas Venuto (Vancouver Whitecaps-MLS) e o zagueiro Luan Peres (Club Brugge-Bélgica). A informação foi publicada pela Gazeta Esportiva e confirmada pelo Diário do Peixe.

Lucas Venuto é o atacante de lado de campo que Sampaoli pediu depois da saída de Rodrygo. Revelado pelo Red Bull Brasil, ele teve passagens pelo Red Bull Leipzig (Alemanha), Liefering, Grodig e Áustria Viena, todos da Áustria, antes de chegar à MLS. O atacante tem 24 anos e deve chegar em definitivo, por quatro anos.

O zagueiro Luan Peres foi revelado pela Portuguesa e, antes do Club Brugge, também jogou por Santa Cruz, Red Bull Brasil, Ituano, Ponte Preta e Fluminense. Com 25 anos, ele ficaria uma temporada no Peixe, por empréstimo. A chegada do zagueiro pode indicar que o Santos pode perder algum nome da posição.

Com os dois nomes, o Santos chega ao 14º reforço para a temporada, já contando com a chegada de Pará. Antes chegaram Everson, Felipe Aguilar, Felipe Jonatan, Jorge, Jean Lucas (negociado com o Lyon), Jobson, Evandro, Cueva, Soteldo, Marinho e Uribe.

segunda-feira, 29 de julho de 2019

Peres vê Sampaoli com “musculatura” no Santos e torce por permanência em 2020


O presidente do Santos, José Carlos Peres, garante o técnico Jorge Sampaoli até o fim deste ano e torce pela permanência em 2020.

O argentino tem contrato até dezembro do ano que vem e foi procurado recentemente pelas seleções do Irã, Marrocos e Equador, além de Flamengo, Atlético-MG e Bétis (ESP
Não podemos rejeitar essa ideia de que ele criou uma musculatura no clube. Ele já é reconhecido pela imprensa nacional e internacional. Ele tem uma multa com o clube, mas acho, que acima disso, é a vontade dele de ser campeão. Sinto que ele fica conosco até o final do ano, com certeza absoluta, espero que ele continue até o final do contrato. Contratamos 13 jogadores, estamos perto de mais um, dois, e isso sempre faz outro ser vendido. Queremos atender os pedidos dele sempre, mas claro que temos um limite”, disse Peres, à TV Gazeta.
A multa rescisória é de cerca de R$ 10 milhões e Sampaoli não pensa em sair neste ano. A ideia é terminar o Campeonato Brasileiro e avaliar o “fico” para a próxima temporada. O Santos lidera a competição, com 29 pontos.

Argentino, tatuado. Melhor técnico do Brasil. Jorge Sampaoli

Eu só sei quem vai ser o próximo técnico da Seleção Brasileira: o Sampaoli.

"Por dois motivos: ele é tatuado e ele anda de bicicleta.


"Ah, além de tudo ele é argentino
Esse é o futebol brasileiro hoje."

As declarações sem sentido de Levir Culpi, em maio, no Sportv, tinham por intenção atacar, ridicularizar, mostrar que o futebol do país está tão sem sentido que o próximo homem a comandar a Seleção Brasileira seria um argentino.

Precoceito, xenofobismo sem razão de ser.

Porque hoje, Sampaoli é o melhor treinador do país.

A Seleção atual, mesmo campeã da Copa América, busca um rumo, definição com Tite.

Felipão está em péssima fase, com o milionário e recheado elenco do Palmeiras sem força para atacar.

Renato Gaúcho sofre para reencaixar o futebol envolvente na frente e convincente na defesa.

Jorge Jesus mal chegou ao Flamengo, já cometeu erros infantis no primeiro jogo das oitavas-de-final da Libertadores.

Mano Menezes, há três anos no Cruzeiro, segue priorizando a retranca, os contragolpes.

Cuca busca acabar com a instabilidade crônica do São Paulo.

Sampaoli conseguiu com muito trabalho fazer o que muitos santistas duvidavam. Colocar o limitado elenco na ponta da tabela do Brasileiro.

Um argentino na liderança do Brasileiro.

Com uma campanha excepcional.

Em 12 jogos, nove vitórias, dois empates e uma derrota.

Seis vitórias seguidas.

Sete meses de trabalho.

E que demonstram a importância do intercâmbio.
Outros treinadores com talento de nacionalidades distintas são importantes. Para trazer novas propostas de jogo, métodos distintos de treinamento, impor novas filosofias, dinâmicas aos times.

Sampaoli não segue o caminho comum do futebol 'reativo' que domino o território nacional.

Ele mostra o que aprendeu aos 59 anos, ex-comandante da Seleção Argentina na Copa do Mundo da Rússia, campeão da Copa América com o Chile.

Com seu versátil 4-3-3, ele quer, acima de tudo, a posse de bola, sufocar o adversário, usar toda a velocidade, a capacidade de improviso dos seus jogadores nos últimos 30 metros do gramado.

Soltar laterais como se fossem pontas, liberar meias para trocarem posição, não manter atacantes fixos, obrigar volantes a terem habilidade na área adversária.

Obrigar seus goleiros a não só saírem com a bola dominada, mas terem visão, velocidade para se anteciparem a falhas da defesa e se tornarem líberos.

Tudo isso com uma equipe compacta, vibrante na hora de atacar e quando há necessidade da recomposição.

Homem com personalidade forte, capaz de lembrar o próprio presidente José Carlos Peres que a casa do Santos é a acanhada Vila Belmiro. Um caldeirão que precisa ser usado e não o neutro Pacaembu.

E além disso, ter personalidade suficiente para reclamar a perda de jogadores com o talento de Rodrygo, Jean Lucas.

Revelar não ter a menor ideia que o ex-treinador Paulo Autuori seria contratado para comandar o departamento de futebol santista.

Mas seguir vibrando até mais com o time durante os jogos.

Tendo, por isso, o 'privilégio' de ser o primeiro treinador deste país a ser suspenso pelo terceiro cartão amarelo.

A liderança pode ser efêmera.

O elenco santista segue limitado até no número de atletas com potencial. Mas o clube segue firme para conquistar uma das sonhadas vagas para a Libertadores.

Depois de fazer o clube chegar à liderança isolada depois de 15 anos, quando foi campeão do Brasil, em 2004, Sampaoli é realista em relação ao futuro.

"Temos que saber que nosso maior rival agora somos nós mesmos. O ânimo está alto. O futebol muda muito rápido. É preciso estar atento e concentrado.

"Agora, quero apertar para que melhorem, para que fixem os conceitos e joguem como jogaram hoje. Gerando chances de gol, atacando e pressionando. Precisamos desse estado de ânimo que nos permita melhorar."

Essa obsessão não é da boca para fora.

Ele segue treinando, trabalhando cada vez mais, relatam repórteres que cobrem o Santos diariamente.

Entre os erros assumidos está na cobertura da defesa, quando os adversários jogam bolas longas, sobre o meio de campo adiantado santista.

Sim, porque seu esquema tático é ousado, impressiona, mas há falhas, como qualquer.

A experiência dolorosa na Copa do Mundo da Rússia, comandando a Argentina serve como referência ao técnico.
Há vários méritos no trabalho do argentino.

O primeiro é o controle completo do futebol santista, inclusive com observações de jogos de equipes da base.

O segundo, a obsessão pelos treinamentos fortes, intensos, setorizados. Que passam confiança aos jogadores, capazes de saber onde os companheiros estão, de olhos fechados.

O terceiro, fundamental, insistir na intensidade do time. Compensar o médio potencial técnico da equipe como um todo com o preparo físico levado ao limite.

O Santos é uma equipe sem grandes destaques individuais.

É o futebol coletivo que se impõe.

Um argentino chegar à liderança do Brasileiro garante um título de matéria chamativo.

Mas passada a xenofobia, o preconceito, o que importa é o trabalho, a visão diferenciada do comandante santista.

Isso se espalha, influencia técnicos do Brasil todo.

De repente, uma nova maneira de enxergar futebol, com novas propostas.

E que acrescentam ao repertório dos brasileiros, sem mercado na elite do futebol mundial, a Europa.

Com raríssimas exceções, como Sylvinho no Lyon. Técnico que jamais comandou um clube no Brasil.

Sampaoli fez do Santos a demonstração do intercâmbio de ideias ao vivo, todas as rodadas do Brasileiro.

São propostas de jogos ricas de conhecimento, variações.

Mas que não permite descanso, acomodação.
Vamos ver daqui para frente. Chegamos em um ponto que veremos se vamos conseguir manter o primeiro lugar jogo a jogo. Embaixo de nós, temos equipes que já deram resultado. O desafio é o que vem. Chegamos agora na liderança e pode durar muito pouco.

"É um desafio com nós mesmos."

O argentino que anda de bicicleta e é tatuado já chegou à liderança do Brasileiro. Ainda não é cogitado para a Seleção Brasileira.

Mas quem pode negar seu talento?

Nem mesmo Levir Culpi.

É bom saber.

Jorge Sampaoli não veio a passeio

domingo, 28 de julho de 2019

Santos evolui e renovação com Gustavo Henrique fica mais perto

O Santos está mais próximo de acertar a renovação do Gustavo Henrique. O zagueiro, com contrato até final de janeiro de 2020, quer permanecer no clube e está encaminhando um acordo com a diretoria e deve assinar na próxima semana.

Além das mudanças em seu molde contratual, como salário e luvas, a diretoria prevê um contrato até 2022. Vale lembrar que o atual vínculo de Gustavo permite que ele assine com qualquer clube no próximo mês.

- Sim (evoluiu). Não! (Fernando César, empresário de Gustavo Henrique, não cedeu sua porcentagem de 45% do jogador ao Santos) - resumiu o presidente José Carlos Peres ao Lance!

Gustavo está nos planos do técnico Jorge Sampaoli, que, inclusive, reclamou da demora para concretizar a renovação de contrato do defensor na última sexta-feira . O argentino costuma contar com o zagueiro quando escala o time com três na defesa.

Perto de completar 200 jogos pelo Peixe, contra o Avaí, neste domingo, na Vila Belmiro, Gustavo busca facilitar sua permanência na Baixada Santista. A reportagem procurou seu empresário, que preferiu não comentar sobre o assunto

Paciente, Éverson rodou e esperou para virar titular do Santos

SANTOS
Éverson Felipe Marques Pires, 28, tinha apenas sete anos quando virou companheiro inseparável do pai, Paulo Ferreira Pires, pelos campos de várzea na cidade de Pindamonhangaba (a 140 km da capital).

Nas andanças, orgulhava-se de buscar as bolas chutadas nos matagais dos campos sem alambrados e já carregava uma certeza: viraria goleiro como o pai um dia.

“Isso [de ser goleiro] está dentro de mim. Penso nisso desde que me entendo por gente”, disse à Folha.

Escolhido pelo técnico argentino Jorge Sampaoli como titular nas últimas quatro partidas do Santos antes da paralisação para a Copa América, entre 14 de junho e 7 de julho, o goleiro venceu, ao menos momentaneamente, a concorrência com Vanderlei, dono da posição no clube desde 2015.
Sinceramente, ainda não me considero titular porque o Sampaoli roda muito toda a equipe. Não vim aqui para tirar o espaço de ninguém, mas meu objetivo é jogar, claro. Falar que fico feliz na reserva seria uma tremenda hipocrisia”, explicou.

Os números, pelo menos, estão ao lado dele: seis gols sofridos em 12 partidas, até então, média de um gol a cada dois jogos. Vanderlei, por sua vez, acabou vazado 24 vezes nos 24 jogos em que atuou, média inferior a do concorrente, de um gol por partida.

Éverson esperou quase 20 dias até a estreia pelo Santos e mais alguns meses para alcançar a sonhada titularidade. Pouco, porém, para quem precisou de ainda mais paciência para seguir na carreira.

Criado desde os 13 anos nas categorias de base do São Paulo, o goleiro passou boa parte do processo de formação no Morumbi como reserva. Antes de se tornar profissional, esteve em duas edições da Copa São Paulo, em 2007 e 2008, mas assistiu a ambas somente do banco de reservas.

“Na hora em que, enfim, ia jogar a Copa São Paulo como titular o clube resolveu descer o Léo [outro goleiro, que já treinava entre os profissionais] para a competição”, contou.

Chegou a treinar alguns meses no profissional ao lado de Rogério Ceni, Bosco e Dênis. Pouco depois, sem ser aproveitado e em fim de contrato, rumou para o Guaratinguetá, clube hoje licenciado de competições oficiais, para jogar com regularidade.

No novo time, mais uma vez, viu o sonho naufragar. Foram quatro anos assistindo a titularidade de Jaílson, hoje no Palmeiras. Sem perspectivas, uma ligação do ex-atacante Evair, que iniciava um trabalho como técnico no River-PI, mudou o rumo da carreira que parecia estagnada. Já com 25 anos e com poucos minutos em campo desde a profissionalização, não pensou duas vezes.

“Foi a única oportunidade que apareceu, então topei”, contou.

Em 2013, no Piauí, vieram as maiores dificuldades. Com dois filhos, um salário modesto e pouca estrutura no novo clube, pensou em voltar para casa e desistir do sonho.

“Comi bastante capim, viu. Ficávamos em um hotel de beira de estrada, ganhava pouco e me alimentava muito mal. Só pensava em voltar para casa. Minha esposa falou: ‘Éverson, fica aí, você tem dois filhos e só sabe jogar bola’”, lembrou.

A promessa de, enfim, virar titular se cumpriu com Evair. Mesmo após a saída do treinador, foi mantido e conduziu o River ao título após sete anos de espera. Na sequência, recebeu um convite para ir para o Confiança-SE.

Além da titularidade e do acesso para a Série C, a passagem pelo clube de Sergipe serviu para chegar ao Ceará, a primeira grande vitrine após os anos de São Paulo.

O terceiro clube no Nordeste e o técnico Lisca mudaram por completo a carreira do jogador. Éverson chegou como reserva de Luís Carlos e com o clube na última colocação da Série B do Campeonato Brasileiro.

Lisca bancou a escalação da então desconhecida contratação como novo titular e transformou o goleiro no herói de uma improvável arrancada que manteve a equipe na Série B. No jogo decisivo, contra o Macaé, uma defesa plástica nos acréscimos o fez virar ídolo da noite para o dia da torcida.

“Foi a defesa de minha vida. Olhei para trás e vi o Castelão pulando como se fosse um gol. As pessoas passaram a me idolatrar."
No Ceará, tudo foi muito além. Conquistou anos de sequência como titular, dois títulos estaduais, mais um acesso, desta vez para a Série A do Brasileiro, e terminou a passagem marcando o primeiro gol de falta da carreira, diante do Corinthians, em 5 de setembro pela 23ª rodada.

“Foi o meu segundo gol como profissional, o primeiro tinha sido de pênalti. O Zé Sérgio [na base do São Paulo] me incentivou e sempre olhei o Rogério Ceni, meu principal ídolo. No vestiário, o Lisca perguntou quem se habilitava para bater faltas na partida e só eu levantei a mão. Ele falou: 'já me chamam de doido, alguém apoia isso?'. Todos levantaram a mão”, afirmou o jogador que, na Vila Belmiro, ainda não recebeu o aval de Sampaoli para voltar a bater faltas
Isso vai de treinador para treinador. Respeito a hierarquia, por enquanto estou quietinho", disse.

A chegada ao Santos foi a consolidação de tudo após anos difíceis. Lisca virou amigo e conselheiro. “Essa proposta é a sua vida. Vai”, disse o técnico ao jogador.

Após tantas vitórias pessoais, Éverson, agora, tenta na Vila Belmiro mais um grande salto na carreira. Comprado por R$ 4 milhões e com contrato até o fim de 2022 ele só quer continuar alimentando o sonho de criança.

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  O Santos hoje tem o melhor time do Brasil, o time do Santos esta encantando torcedores de diversos clubes, e deixando sua fanatica torcida...