quinta-feira, 12 de outubro de 2017

"Papa-Léguas" e faz-tudo do Santos, Bruno Henrique se diz preparado para ser o cara

"Papa-Léguas" e faz-tudo do Santos, Bruno Henrique se diz preparado para ser o cara

Veloz nos contra-ataques, atacante dribla temperamento polêmico com números de gols e assistências que superam artilheiro Ricardo Oliveira e garçom Lucas Lima, que ainda não renovaram
Ainda com esperanças de chegar ao título brasileiro, o Santos, com 47 pontos ganhos, volta nesta quinta-feira à saga de caça ao Corinthians. Recebe a Ponte Preta, às 17h, em partida válida pela 27ª rodada do Brasileirão. E um dos grandes trunfos do técnico Levir Culpi é o veloz, habilidoso e, por que não dizer, polêmico Bruno Henrique. Desde que chegou à Vila Belmiro, o atacante brinda a torcida e a comissão técnica com gols, lindas jogadas e temperamento difiícil.
Quando chegou, no início do ano, vindo do Wolfsburg, da Alemanha, os números despertaram a atenção: por R$ 13,5 milhões, se tornou a contratação mais cara de Modesto Roma Junior à frente da presidência do Peixe. Hoje, os números que impressionam são outros. Ele é o artilheiro do time na temporada, e nenhum outro jogador do Brasileirão participou diretamente de mais gols do que ele. Marcou seis e deu oito assistências. No Brasileirão, é o principal goleador num time que tem Ricardo Oliveira, e o principal garçom numa equipe que tem Lucas Lima. No momento, a renovação dos dois jogadores segue indefinida para 2018. Mais um sinal para que Bruno Henrique talvez precise estar preparado para se tornar a referência santista. Perguntado se se sente pronto para ser o cara, não pipocou.
. Sim, posso dizer que sim. Quando eu entro em campo, é para dar o meu melhor, para sempre ajudar a equipe do Santos (...). Para mim é um motivo de muita felicidade estar jogando com eles, o Ricardo Oliveira e o Lucas Lima, jogadores consagrados no futebol brasileiro, no futebol mundial, e poder estar batendo metas, né, que é função deles, pode-se dizer assim, e eu estar podendo corresponder dentro de campo, ajudando eles também - disse Bruno Henrique, em entrevista ao ar nesta quarta-feira no "Tá na Área".
O ataque do Santos está entre os cinco piores do Brasileirão, com 27 gols. Mas o poder ofensivo do time está nos contra-ataques, puxados, principalmente, pela velocidade de Bruno Henrique, que não demorou a ganhar um apelido.
- Eles falam que eu sou o Papa-Léguas da Vila, o Lucas Lima arruma apelido para todo mundo... - disse, às risadas, sobre a comparação com o personagem do famoso desenho animado em que um velocíssimo galo corredor vive se safando de seu algoz, um coiote.
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Papa-Léguas da Vila, Bruno Henrique se diz preparado para ser o cara do Santos
Bruno Henrique não viveu só de grandes momentos no Santos até agora. No último dia 20 de setembro, na derrota para o Barcelona de Guayaquil por 1 a 0 que eliminou o Peixe, até então invicto, da Libertadores, o atacante teve que conviver com a pressão pela maneira como saiu de campo. A cusparada em Diaz lhe rendeu o cartão vermelho e muitas críticas.
- No trabalho de qualquer pessoa, quando as coisas não acontecem, quando você quer ir e as coisas não vão, você acaba extrapolando, fazendo uma coisa de errado. Mas serviu de lição também, porque sabemos o que pode causar uma coisa dentro de campo. Uma fala, um gesto que o jogador faz dentro de campo, isso pode ultrapassar o mundo.
Na partida seguinte à eliminação da Libertadores, Bruno Henrique respondeu em campo ao marcar o gol da vitória sobre o Atlético-PR no Brasileirão e fez um desabafo, lembrando que até o craque francês Zinedine Zidane também errou numa final de Copa do Mundo (2006) ao dar cabeçada no italiano Materazzi. O atacante mostrou arrependimento e noção do que representou o seu erro. O técnico Levir Culpi disse que os dois tiveram conversa reservada e mostrou compreensão. A ajuda da família também foi importante.
- Mesmo sabendo que eu errei, eles puxaram a orelha mas me deram mais moral do que puxaram minha olheira porque minha vida não poderia parar por ali, eles sabiam do meu potencial, do meu caráter, da pessoa que eu sou - disse, elogiando a postura da comissão técnica.
Nada que não seja fácil para Bruno Henrique dar um drible e seguir em frente. Foi assim desde sua chegada, quando foi cercado de desconfiança pelos altos valores de sua contratação. F


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