domingo, 30 de abril de 2017
*DORIVAL JÚNIOR DEVE OU NÃO PERMANECER NO SANTOS EM 2018.. ?*
Dorival quer permanecer no Santos em 2018: "Trabalho está se desenvolvendo"
30/04/2017 - 06h00
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Marcello Zambrana/AGIF
Gritos de burro, de incentivo e de gol; vaia e aplauso. Tudo isso foi possível ver em apenas duas semanas na Vila Belmiro (ou no Pacaembu) e fazem parte de uma relação de (mais) amor e (menos) ódio entre Dorival Júnior e parte da torcida do Santos.
Por trás de disso há diversos fatores, como: política interna, estilo de jogo, convicção tática e até questões médicas. Mas depois da variação de sentimentos da voz das arquibancadas, chegou a vez de o próprio técnico do Peixe dizer o que pensa a respeito de tudo que vivei na temporada, a começar pelo mais importante: o campo.
Dono da segunda melhor campanha do Brasileirão do ano passado, Dorival ganhou seis reforços que custaram ao clube R$ 24 milhões. Com isso, a expectativa da torcida aumentou, mas na prática, o Peixe passou por sequências de jogos difíceis, incluindo derrotas em casa para São Paulo, Ferroviária e Palmeiras. Mas na Libertadores, o Alvinegro lidera o Grupo 2 e vê a chance de classificação antecipada crescer. Fato é que depois do futebol apresentado em 2016, algo mudou para o Santos, inclusive a atitude do adversário, como pensa o treinador.
"É difícil (se abrirem contra o Santos). Eles (adversários) sabem que se possibilitarem essa condição, fatalmente ficarão sujeitos ao contra-ataque e o nosso sempre foi muito rápido e muito forte. Mesmo jogando fora, nós percebemos que as equipes nos esperam lá atrás. E se nós formos jogar em cima dessas equipes adversárias, também damos a possibilidade delas darem o que elas têm de melhor. Que é justamente sair na frente e explorar os contra-ataques. Até lá temos que mudar nossa concepção. Nessa terceira partida da Libertadores, fizemos um jogo de uma maneira inteligente, até o momento da expulsão do Jean Mota. A partir dali, nós quebramos o que estávamos preparando para a fase final do jogo, onde envolvemos o adversário de uma outra forma, e aquilo estava sendo uma situação favorável para a gente. Com a expulsão, tivemos que fazer um recuo natural e obrigatório e tirou a possibilidade real para nós de um resultado diferente", afirmou, referindo-se ao 0 a 0 contra o Santa Fe, na Colômbia.
O contato mais recente com a torcida foi no duelo com a Ponte Preta, pelas quartas de final do Paulistão, no Pacaembu, em que o Peixe venceu por 1 a 0, mas foi desclassificado nos pênaltis. Lá, Dorival chegou a se virar para alguns torcedores e tentou explicar o porquê de tirar Bruno Henrique, melhor no jogo, enquanto ouvia vaias e gritos de "burro".
"Eu pedi calma, porque eles transferem a raiva da saída do Bruno para o campo. A partir do momento que vaia o jogador lá dentro não sabe se ele está sendo vaiado ou se a vaia é para o treinador ou para o jogador que saiu. Eu só falei: 'calma, ele está tendo câimbra'. O jogador que está desenvolvendo uma boa partida em campo, você de repente tem que tirá-lo. O ideal é o quê? Que ele se jogue em campo para ir a maca e ele sair? As pessoas não percebem o que está acontecendo na partida. O que eles querem ver é se a bola entrou naquele gol ou no outro e a camisa que conseguiu esse feito. É complicado".
E quando se fica em dúvida se Santos e Dorival caminham para o melhor desfecho, vem a convicção mais surpreendente do treinador que está há mais tempo no cargo entre clubes da Série A.
Após quase três anos no comando do time e prestes a encarar uma eleição presidencial, fator que o atrapalha no dia a dia, Dorival mostra a certeza que poucos acreditariam que ele tinha.
"Tenho (vontade de permanecer no clube em 2018), não tenha dúvidas disso. E acho que o trabalho está sendo bem desenvolvido. Eu sou muito sincero, não vou ficar aqui enaltecendo os pontos positivos do trabalho. Não tenho essa preocupação. Eu acho que as coisas estão acontecendo. Neste ano, não como gostaríamos, mas daqui a pouco as coisas vão encontrar um caminho. Mas as coisas e
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