segunda-feira, 21 de dezembro de 2020

não é errado priorizar a Libertadores, mas Santos não pode deixar Brasileirão


 É clara a prioridade do Santos na busca pelo tetra da Copa Libertadores – na semana passada, o time de Cuca goleou o Grêmio e avançou à semifinal. A competição continental, porém, só volta no ano que vem.

Na contramão, o Santos vê o Campeonato Brasileiro ficar para trás. O Peixe chegou à segunda derrota consecutiva ao ser superado pelo Vasco, por 1 a 0, no último domingo, em São Januário.

Deixar o Brasileirão em "banho-maria" pode não ser um bom negócio a longo prazo.

Se por um acaso o Santos não conseguir o título da Libertadores, a vaga na maior competição das Américas na temporada que vem fica comprometida, já que o time estacionou na tabela e viu rivais diretos pontuarem.


Diante do Vasco, o técnico Cuca foi forçado a escalar um time misto em função do desgate e dos vários desfalques, seja por lesões, suspensão ou até forçação para ser negociado, no caso de Lucas Veríssimo.

Marinho, fadigado, e Soteldo, de volta após a Covid-19, iniciaram no banco, por exemplo. Pará, Luan Peres e Jobson nem viajaram ao Rio.

A alternativa de Cuca para solucionar os problemas foi tentar surpreender, como por exemplo com a entrada do lateral Fernando Pileggi, do time B, com Madson avançado na ponta. A estratégia montada, porém, não deu certo, especialmente no primeiro tempo.

O Santos foi uma equipe lenta e espaçada. A transição defensiva se mostrou um problema logo nos primeiros minutos. Luiz Felipe, titular na ausência de Luiz Felipe, não viveu tarde feliz e comprometeu para a derrota. Ele perdeu o tempo da bola no início e no fim da jogada do gol do Vasco. Foi superado por Cano na velocidade e depois não conseguiu cortar o cruzamento pelo alto.


O gol cedo era tudo que o Vasco, equipe bastante limitada e que briga para não cair, queria. A partir daí, o time comandado por Sá Pinto administrou a vantagem, mas pouco foi incomodado pelo Santos no primeiro tempo.

Cuca mudou o Santos com as alterações na etapa final. Bruno Marques foi o melhor do time na partida e participou de quase todas as ações ofensivas do Peixe, que parou em Fernando Miguel.

No fim, o Santos foi para o tudo ou nada e terminou o jogo com um goleiro, um zagueiro, um lateral-esquerdo, dois volantes, um meia e cinco atacantes, considerando a posição de origem dos jogadores. Depois de um início promissor no segundo tempo, o time voltou a cair de produção e foi facilmente segurado pelo Vasco.

O próximo jogo do Santos, o último de 2020, é contra o Ceará, no próximo domingo, na Vila Belmiro, pela 27ª rodada do Brasileirão

GLOBO ESPORTE

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