Sem dinheiro em caixa para pagar a multa rescisória de Felipe Jonatan ao Ceará, de R$ 6 milhões, o Santos acertou a tomada de um empréstimo bancário de R$ 6,8 milhões para colocar um ponto final no imbróglio envolvendo o lateral-esquerdo.
O valor será quitado em 17 parcelas, a partir de julho, com término previsto em novembro de 2020. Além da multa do lateral-esquerdo, o clube tem rescisões trabalhistas e impostos atrasados para serem pagos.
O empréstimo foi pedido no início desta semana e aprovado pela instituição financeira nesta quarta-feira (27). O dinheiro tem previsão de ser liberado para o Santos até essa sexta-feira (1º).
Assim que a quantia estiver disponível, a instituição financeira irá repassar o dinheiro diretamente para o Vozão, pois o Santos está com as contas bancárias bloqueadas.
A partir daí, o time da Vila Belmiro ficará à espera dos documentos do jogador para inscrevê-lo ainda na primeira fase do Campeonato Paulista. O prazo se encerra nesta sexta-feira (1º). Se isso não ocorrer, o atleta só poderá atuar na fase de mata-mata da competição.
Diante disso, Felipe Jonatan, que irá assinar contrato de cinco anos, está em vias de ser anunciado como o sexto reforço do Santos para a temporada 2019.
Antes, o time da Vila Belmiro comprou o atacante Yeferson Soteldo, da Universidad de Chile, o zagueiro Felipe Aguilar, do Atlético Nacional (Colômbia), o goleiro Everson, do próprio Ceará, e o meio-campista Cueva, do Krasnodar (Rússia). O volante Jean Lucas foi adquirido por empréstimo de um ano do Flamengo.
Longa novela
A aquisição de Felipe Jonatan, entretanto, deixou as relações entre Santos e Ceará estremecidas. Isso porque o Peixe informou, no dia 15 de fevereiro, que iria pagar a multa rescisória, e desde então o time de Fortaleza aguarda o depósito da quantia.
Nesse período, o lateral-esquerdo deixou o Ceará e desembarcou no CT Rei Pelé, onde já treinou sob o comando de Jorge Sampaoli.
Incomodado com a demora do pagamento, e afirmando que não deu autorização para o jogador viajar à Baixada Santista, o presidente do Vozão, Robinson de Castro, orientado pelos advogados do clube, enviou notificações ao Santos e ao atleta exigindo o depósito da multa e o retorno imediato do jogador à capital cearense.
As notificações não foram atendidas pelo Santos, tampouco por Felipe Jonatan. Assim, o departamento jurídico do Ceará anunciou que protocolaria ações na Justiça contra o lateral-esquerdo e na CBF contra o Santos.
Os detalhes das ações não foram revelados pelo chefe do departamento jurídico do Vozão, Jamilson Veras, que concedeu entrevista para A Tribuna On-line nesta quarta-feira.
