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Ganso e Sampaoli. A mágoa vive. Os dois não se suportam


São Paulo, Brasil

Assim como a diretoria do São Paulo, a do Santos também soube que o Sevilla iria rescindir contrato com Paulo Henrique Ganso.
No Morumbi, Raí e o inseguro Leco não aceitaram nem pensar, quando ficou claro que o jogador e seu empresário, Giuseppe Dioguardi, queriam contrato de cinco anos.


Na Vila Belmiro, quando Jorge Sampaoli soube da possibilidade, a abortou.
Deixou claro que não queria o jogador.

O treinador acredita que a indicação do meia para atuar na Espanha, obrigando o Sevilla a gastar 9,5 milhões de euros, atuais R$ 39 milhões, foi um erro.

O argentino acreditava que a visão de jogo do brasileiro era excelente.

E que seria capaz de atuar mais recuado, como o versátil Pirlo, meio-campista italiano.

Só que Ganso se mostrou sempre contrário à ideia.

Queria atuar mais perto da área.

Atuar como meia avançado.

Fazer gols.

Só que não tinha velocidade, intensidade, vibração para atuar como os jogadores mais avançados dos times de Sampaoli.

E Ganso não aceitava recuar
O impasse irritou profundamente o técnico.

Na sua visão, o brasileiro se desmotivou.

E aceitou passivamente nem ficar na reserva.
Treinava e era dispensado.

O rompimento foi tão silencioso quanto rancoroso.

A escolha do brasileiro foi um maiores equívocos da carreira de Sampaoli.

Ganso ficou muito magoado com a postura do técnico.

Nunca o perdoou.
Porque mesmo com a saída do treinador para comandar a Argentina, a sua situação no Sevilla já estava completamente desgastada.

Daí a cutucada infantil do jogador ao ser apresentado hoje no Fluminense.

Ironizar a goleada que o Santos tomou do Ituano.

As únicas frases que falou a sério são a sua versão.

"Quando uma pessoa te pede em um clube e não te coloca para jogar, algo está errado. Mas vida que segue", disse.

Ele não atuou com Sampaoli porque o técnico o queria como segundo volante e não como meia.

E o brasileiro não aceitou.

O que foi péssimo para Sampaoli junto à cupula do clube espanhol.

Lógico que o treinador argentino o vetou na Vila Belmiro.

Assim como Ganso não aceitaria atuar sob seu comando novamente.

Para o jogador foi justamente Sampaoli, que o indicou, que acabou com sua grande chance no futebol europeu.

Ele não considera o fraquíssimo Amiens, clube francês que foi emprestado.

Ou seja, a mágoa entre Sampaoli e Ganso ainda vive.

E está fortíssima.

Dos dois lados...

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