O Santos, nos últimos tempos, parece ter gostado de viver envolto em polêmicas. Nesta semana, o clube deve anunciar a lista de 17 funcionários que serão demitidos sob o argumento de uma reformulação no quadro de colaboradores que irá gerar uma economia de R$ 300 mil por mês. Porém, a decisão de fazer estes cortes gerou bastante discussão.
Opositores do presidente José Carlos Peres alegam que se trata de uma represália política, uma vez que o dirigente estaria desconfiando que muitos destes funcionários eram favoráveis ao seu impeachment, que acabou vetado pela assembleia de sócios no final do mês passado. Além disso, as demissões foram aprovadas pela diretoria, mas ainda não puderam ser executadas, pois o vice-presidente Orlando Rollo contestou o modo como se deu esta definição. A votação ocorreu através de um grupo de WhatsApp, mas deveria ser feita em reunião presencial.
Segundo a cúpula de Peres, estas escolhas sempre se deram desta forma, tanto é que, do colegiado formado por cinco dirigentes, quatro foram favoráveis aos cortes. O “listão” inclui, entre outras pessoas, assistentes administrativos, um assessor executivo da vice-presidência, um gerente executivo administrativo, um motorista e um ortopedista. Porém, boa parte destas pessoas são ligadas a Rollo. “A lista não tem critérios. Sou favorável à reestruturação do clube, mas não desta maneira. Sem individualização”, disse o dirigente, ao Uol. Ele, inclusive, saiu do tal grupo de Whats. “Tudo o que é decidido lá não é cumprido de fato. Seria uma importante ferramenta tecnológica, mas infelizmente mal utilizada. Portanto, vou participar apenas das reuniões presenciais, como determina o estatuto”, completou. Após a votação do impeachment, Peres deixou claro que não gostaria mais de contar com o desafeto na administração do clube. Porém, a renúncia é descartada pelo Rollo
