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Talento da quadra, David já é candidato a menino da Vila

Talento da quadra, David já é candidato a menino da Vila

Aos 9 anos, filho do meia Edimilson, da Briosa, desponta no Santos e já tem contrato com a Puma


David Nogueira Carmo, de apenas 9 anos, é atleta do futsal e do futebol de campo do Santos Futebol Clube. A história do garoto torna-se diferenciada a partir daqui. Apesar da pouca idade, ele já tem um contrato assinado com a Puma, empresa alemã de artigos esportivos. O vínculo foi firmado há pouco mais de três semanas por seu pai, Edimilson, meio-campista da Portuguesa Santista. O compromisso tem validade por cinco anos e faz com que a multinacional, além de fornecer todo o material esportivo necessário, participe do gerenciamento da carreira de David ao longo deste período.

Ainda muito tímido, o menino é o garoto-propaganda mais jovem da Puma no Brasil e um dos mais novos no mundo. Porém, com toda a inocência da idade que lhe é peculiar, David não faz ideia do que significa ter um patrocínio, tampouco o tamanho da empresa alemã que já administra o seu futuro.

A única coisa que David sabe é que quer ser jogador de futebol. Essa é a sua grande paixão. Segundo Edimilson, esse amor começou quando o menino aprendeu a dar os primeiros passos. “E isso chega a ser um problema, porque quando não está treinando no Santos, ele quer jogar bola no meio da sala de casa”, brinca o pai.

Responsável por toda a negociação do patrocínio, Edimilson conta que o interesse da empresa de material esportivo surgiu após a publicação de um vídeo na internet feito pela família com lances de David durante o Campeonato Paulista sub-9 de futsal, ano passado.

“O Santos foi campeão invicto e resolvemos fazer esse vídeo. O filme repercutiu e chegou ao conhecimento da Puma. Quando os representantes da empresa assistiram, se impressionaram. No começo, acharam que o David tinha mais de 11 anos, que é a idade dos garotos que eles começam a patrocinar”, conta o pai.

Edimilson explica que além de fornecer os materiais esportivos e gerenciar a carreira do garoto, a empresa alemã disponibiliza um valor anual para que David compre peças de roupas da Puma em qualquer loja da multinacional.

Mas nem tudo é um mar de rosas. Preocupados com o impacto que o patrocínio pode causar na cabeça da criança, Edimilson, a Puma e o Santos trabalham para impedir que o vínculo com a empresa deslumbre o menino ou cause ciúmes nos demais garotos que atuam com David.

“Tudo isso foi muito surpreendente para nós. Apesar de o contrato ter sido assinado há poucas semanas, temos a preocupação com a forma como isso pode afetá-lo. Principalmente, porque ninguém na idade dele tem esse contrato”, fala o pai.

“A gente sabe que tudo que vem das crianças vem após uma sementinha ser plantada na cabeça delas por adultos. Então, orientamos para que, caso escute algo de outra criança, saiba reagir de maneira positiva”, completa o pai.



Talento precoce

A chegada de David na Vila Belmiro ocorreu em 2016. Na época, o garoto tinha 7 anos, mas já vinha sendo monitorado pelos diretores do futsal alvinegro. “Quando o David tinha 5 anos já jogava futsal e os representantes do Santos me procuraram. Na época, não havia categoria para a idade dele, então não teve como levá-lo de imediato. Dois anos depois, eles me chamaram para conversar e o registraram como atleta do clube”, lembra Edimilson.

Desde então, o garoto não para de evoluir. No ano passado, segundo as contas da família, fez 40 jogos e marcou 56 gols. O bom desempenho nas quadras chamou a atenção dos dirigentes responsáveis pela base do futebol de campo. Há seis meses, David fez o primeiro treino e agora se divide entre os dois departamentos. “Ele se adaptou bem ao campo. E isso surpreendeu, porque são estilos totalmente diferentes. O pessoal do campo tem elogiado bastante ele, principalmente porque tem atuado como meia ou como ponta junto de crianças mais velhas”, detalha o pai.

Sonhos do menino

Num dos raros momentos em que consegue driblar a timidez, David revela os seus planos para o futuro. Apesar de ainda preferir as quadras em relação aos campos, ele sonha em se profissionalizar nos gramados da Vila Belmiro e depois brilhar pelo mundo afora. “Gosto mais do futsal, porque é mais rápido. Mas um dia vou ser jogador do Santos e depois do Real Madrid, igual ao Cristiano Ronaldo”, promete.

Enquanto isso não acontece, David não larga o seu maço de figurinhas do álbum da Copa do Mundo da Rússia, sonhando, um dia, em ser ele uma das estrelas da bola.

fonte : a tribuna

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