O pagamento de impostos atrasados prejudicou a procura do Santos por reforços para o primeiro semestre de 2018. O presidente José Carlos Peres teve de arcar com quase R$ 20 milhões deixados por Modesto Roma, conforme a Gazeta Esportiva publicou com exclusividade.
Com a Receita Federal no pé, o Peixe se esforçou para quitar essa dívida e deixou as contratações em segundo plano. Agora, com a situação financeira comprometida, ficou bem mais fácil.
“Fomos chamados na Receita Federal. Jogo aberto. Falaram de pagar em uma semana o atraso. R$ 19,5 milhões no total. Pagamos tudo. R$ 12,8 foram frutos de retenção direto na fonte e não encaminhamento à Receita. É apropriação indébita. É crime! Duas coisas que dá crime: não pagar pensão e não pagar para a Receita. Estávamos negociando com a TV Globo e pedi permissão ao Comitê de Gestão. Fomos negociar e conseguimos uma proposta que nos atendia. Depois de três dias de negociações desesperadas, conseguimos o aporte. Eu e Feijoo (Ricardo, gerente financeiro) chorávamos pelo prazo. Ligamos para a Globo e tivemos dinheiro em tempo hábil. Não devemos a ninguém, mas faltou dinheiro para a contratação. Se eu tivesse esse valor, contrataria três de peso e o clube estaria tranquilo ganhando campeonato. Só que o campeonato da nossa vida era não perder o Profut (programa de refinanciamento de dívidas dos clubes)”, explicou o presidente, em reunião do Conselho Deliberativo.
Mesmo em situação complicada, o alvinegro procura por reforços. A prioridade é um camisa 10, mas um volante e um centroavante também estão nos planos.
“Claro que existem possibilidades. Temos janela (de negociações) aberta, mas limitação de orçamento e dinheiro. É difícil contratar sem dinheiro no bolso”, resumiu Peres.
O Santos trouxe três reforços em 2018, todos por empréstimo: o lateral-esquerdo Dodô e os atacantes Gabigol e Eduardo Sasha.
Fonte : Gazeta esportiva
