Entrosamento faz a diferença na primeira rodada do Campeonato Paulista
A superioridade apresentada pelo Santos na primeira rodada do campeonato estadual, já era esperada, pois dentre os times paulistas foi o único clube que permaneceu com a mesma comissão técnica da temporada passada. Palmeiras e Corinthians estão em processo de formação de novo esquema tático e não convenceram com suas atuações nestes primeiros jogos, apesar de terem alcançado a vitória. O São Paulo embora tenha sido derrotado, conseguiu apresentar poder de reação.
A equipe da Vila manteve Dorival Junior no comando e ainda reforçou o elenco que não sofreu mudanças significativas, o que preservou o padrão de jogo já consolidado, baseado na posse de bola e velocidade, com transições rápidas de um lado para o outro, que confunde a marcação adversária. O entrosamento do Peixe facilitou o domínio sobre a equipe do Linense na maior parte do jogo, que o levou a golear por 6 a 2. Mas, no final quando o time santista passou a administrar o resultado, permitiu que o adversário criasse jogadas perigosas.
No Palmeiras, no Corinthians e no São Paulo, o clima é diferente, pois estão sob novos comandos técnicos. Como é natural em início de temporada, os treinadores ainda estão testando formações para identificar as escalações que produzem maior rendimento da equipe.
Com o calendário apertado que o futebol brasileiro impõe aos clubes, esse objetivo torna-se mais difícil, pois os novos técnicos têm pouco tempo para treinamentos e são obrigados a utilizar os jogos para concretizar suas definições. Enquanto os times do interior, apesar de terem menor qualidade técnica, estão treinando há mais tempo e possuem maior nível de entrosamento.
Talvez essa seja uma das causas que leva os clubes grandes a terem dificuldades nos confrontos desta fase inicial do Paulistão. Palmeiras e Corinthians não conseguiram escapar da marcação imposta pelos adversários e foram pouco criativos.
O Palmeiras não apresentou compactação e marcação necessária para neutralizar o bom esquema armado pela equipe do Botafogo de Ribeirão Preto, que procurou marcar bem e sair nos contra-ataques. Essa estratégia, que é usada para neutralizar equipes mais técnicas funcionou, mas o Palmeiras apesar de não dominar o jogo, fez um gol que concretizou a vitória.
Em Sorocaba, o Corinthians não foi compacto contra o São Bento e permitiu que o adversário apesar de ter limitações técnicas e táticas criasse jogadas perigosas e incomodasse bastante o goleiro Cássio, que foi muito exigido. Carille utilizou ligações diretas, que fizeram parte do esquema de jogo, talvez para aproveitar a boa estatura do atacante Jô. Mas, as triangulações ficavam retardadas, pela dificuldade de movimentação, pois o atacante procurava segurar a bola até que o restante da equipe se organizasse.
Já no jogo contra a Caldense pela Copa do Brasil, o Corinthians, atuando também fora de casa, conseguiu ser mais produtivo. Apresentou evolução, pois teve maior posse de bola e não proporcionou muitos contra-ataques. O resultado foi o mesmo da estreia no Paulistão, 1 a 0, mas o gol surgiu de jogada mais elaborada e o Timão passou para segunda fase desta competição nacional.
Aliás, falhas nas triangulações também ocorreram na equipe do São Paulo na partida contra o Audax, pois teve que enfrentar o estilo característico do time de Osasco, baseado na posse de bola e na troca de passes rápidos para envolver os oponentes. Apesar de o São Paulo ter como adversário um dos melhores times do Paulistão, não se abateu e mostrou poder de reação mesmo perdendo por 2 a 0.
Quando o Tricolor Paulista conseguiu se aproximar e fazer as triangulações, tornou-se perigoso e chegou ao empate. Mas, oscilou durante a partida, talvez devido à falta d
