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Conmebol adia decisão sobre julgamento do Santos no Caso Sánchez

Confederação sul-americana ouve a defesa do Peixe e só deve se pronunciar nesta terça-feira, horas antes do jogo da volta contra o Independiente

A agonia da torcida do Santos continuará até terça-feira, dia do jogo de volta das oitavas de final da Libertadores. Havia a expectativa de uma resolução nesta segunda, mas a Conmebol deverá anunciar o resultado do Caso Sánchez pela manhã, horas antes da partida marcada para as 19h30 (de Brasília), no Pacaembu.


O Santos, que havia apresentado uma defesa por escrito na última sexta, pôde reforçar os argumentos oralmente nesta segunda. A delegação santista no Paraguai teve o presidente José Carlos Peres, o diretor jurídico Rodrigo Gama e o advogado Márcio Bittencourt – este último ganhou fama como "o advogado do Fluminense" no caso Héverton, em 2013, resultando no rebaixamento da Portuguesa no Campeonato Brasileiro.

O jogo na Argentina terminou empatado em 0 a 0. Se a Conmebol punir o Santos, o placar passa a ser 3 a 0 para o Independiente – o que forçaria o Peixe a ganhar por quatro gols de diferença para passar direto às quartas de final.


Como o clube se defendeu
O Santos se apoiou principalmente no sistema de registro de atletas utilizado pela Conmebol, o Comet, para se defender. O sistema registrava que Carlos Sánchez não tinha nenhum outro jogo de suspensão para cumprir – a pena teria sido extinta em maio deste ano.

Mas o artigo 11.8 do Regulamento abre uma brecha para transferir a responsabilidade aos clubes: ele diz que "as suspensões automáticas são denominadas assim porque operam sem necessidade de que a Unidade Disciplinar informe ao clube ou ao jogador processado sobre as mesmas".

Por isso, como o GloboEsporte.com mostrou na quinta-feira, clubes brasileiros não confiam no sistema Comet. Dirigentes de time que disputam a Libertadores e a Sul-Americana afirmaram fazer consultas documentadas à Conmebol quando há dúvidas sobre as condições de jogadores.

Até mesmo o Santos, no ano passado, protocolou um pedido de esclarecimento à Conmebol para saber as condições de jogo de Caju, Vecchio e Alison. Neste ano, o Temuco foi punido por escalar um jogador irregular – o time chileno também culpou o Comet, mas não adiantou.

Na última sexta, o Santos também pediu à Conmebol que o caso de Sánchez fosse analisado da mesma forma que a entidade tratou um episódio semelhante do River Plate.

No dia anterior, a Conmebol anunciou que não abriria procedimento contra o clube argentino pela escalação irregular de Bruno Zucullini, que também tinha suspensões pendentes, mas atuou em sete partidas da Libertadores.

No caso do River, a entidade admitiu ter cometido um erro ao não informar o clube sobre a pena do atleta quando foi consultada formalmente em fevereiro.

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