Atacante William, do time B, teve seu nome omitido da lista de relacionados do Peixe. Seu pai e empresário, Wanderley Hudson Silva, foi o responsável por fechar os amistosos de intertemporada
Antes de embarcar ao México, o Santos havia divulgado uma lista que contava com os 26 jogadores que viajariam para os amistosos de intertemporada. O Peixe, no entanto, levou 27. O clube omitiu a presença do atacante William, que pertence ao time sub-23, na relação.
Diferentemente da ida do meia Fernando Medeiros e do atacante Diego Cardoso, também da equipe B, o motivo que levou William ao México é, no mínimo, curioso. O atleta de 19 anos é filho do empresário Wanderley Hudson Silva, responsável por fechar os jogos com Monterrey e Querétaro.
Procurado, o Peixe alega que, por conta da ausência de quatro atletas (Gabigol, Lucas Veríssimo, Alison e Arthur Gomes, lesionados), sobraram vagas na delegação e que levou William visando uma oportunidade comercial. Explica-se: o jogador é nascido no México e desperta o interesse de clubes mexicanos.
Wanderley tem boa entrada nos clubes mexicanos. Em março, inclusive, quando o presidente José Carlos Peres foi ao país, o empresário o acompanhou nas visitas que o mandatário fez para criar boas relações com as equipes do país.
A ida de William ao México, porém, não foi bem digerida internamente no Santos. Conselheiros da oposição desconfiam que Wanderley tenha exigido a ida de seu filho ao México junto com a delegação para que os amistosos fossem fechados. Isso porque o garoto é raramente utilizado na equipe B. Nos três jogos do Peixe no Campeonato Brasileiro de Aspirantes, o atacante sequer foi ao banco de reservas.
De acordo com esses conselheiros, o empresário é ligado a Ricardo Marco Crivelli, o Lica, coordenador das categorias de base do Santos, afastado por conta de uma acusação de abuso sexual a menor de idade.
O empresário e pai do jogador, Wanderley, negou a relação com Lica e deu sua versão sobre a ida de William ao México.
– Não tenho relação com o Lica, apenas conheço porque o William foi para o Santos com 11 anos e depois foi para o Corinthians. Não tem nada de misterioso. Tem quatro clubes interessados nele (William), como o Chivas, porque só joga atleta mexicano, Cruz Azul... Falamos com um diretor do Monterrey, estão interessados também. Ele também já esteve na base do América e Querétaro, que vamos amanhã – explicou Wanderley.
– Como ele é mexicano, facilita muito. Mandaram a passagem dele para ele vir. O Monterrey mandou a passagem e os outros apoiaram, como o Cruz Azul. Então, tem uma situação para ele aqui. Quando ele estava no Corinthians há dois anos pediram o preço dele. Foi para fazer negócios em termos dos clubes que querem ele – concluiu o empresário.
Na derrota por 1 a 0 do Santos para o Monterrey, no último sábado, William, apesar de estar treinando junto com o elenco principal, assistiu ao jogo das tribunas.
Antes de embarcar ao México, o Santos havia divulgado uma lista que contava com os 26 jogadores que viajariam para os amistosos de intertemporada. O Peixe, no entanto, levou 27. O clube omitiu a presença do atacante William, que pertence ao time sub-23, na relação.
Diferentemente da ida do meia Fernando Medeiros e do atacante Diego Cardoso, também da equipe B, o motivo que levou William ao México é, no mínimo, curioso. O atleta de 19 anos é filho do empresário Wanderley Hudson Silva, responsável por fechar os jogos com Monterrey e Querétaro.
Procurado, o Peixe alega que, por conta da ausência de quatro atletas (Gabigol, Lucas Veríssimo, Alison e Arthur Gomes, lesionados), sobraram vagas na delegação e que levou William visando uma oportunidade comercial. Explica-se: o jogador é nascido no México e desperta o interesse de clubes mexicanos.
Wanderley tem boa entrada nos clubes mexicanos. Em março, inclusive, quando o presidente José Carlos Peres foi ao país, o empresário o acompanhou nas visitas que o mandatário fez para criar boas relações com as equipes do país.
A ida de William ao México, porém, não foi bem digerida internamente no Santos. Conselheiros da oposição desconfiam que Wanderley tenha exigido a ida de seu filho ao México junto com a delegação para que os amistosos fossem fechados. Isso porque o garoto é raramente utilizado na equipe B. Nos três jogos do Peixe no Campeonato Brasileiro de Aspirantes, o atacante sequer foi ao banco de reservas.
De acordo com esses conselheiros, o empresário é ligado a Ricardo Marco Crivelli, o Lica, coordenador das categorias de base do Santos, afastado por conta de uma acusação de abuso sexual a menor de idade.
O empresário e pai do jogador, Wanderley, negou a relação com Lica e deu sua versão sobre a ida de William ao México.
– Não tenho relação com o Lica, apenas conheço porque o William foi para o Santos com 11 anos e depois foi para o Corinthians. Não tem nada de misterioso. Tem quatro clubes interessados nele (William), como o Chivas, porque só joga atleta mexicano, Cruz Azul... Falamos com um diretor do Monterrey, estão interessados também. Ele também já esteve na base do América e Querétaro, que vamos amanhã – explicou Wanderley.
– Como ele é mexicano, facilita muito. Mandaram a passagem dele para ele vir. O Monterrey mandou a passagem e os outros apoiaram, como o Cruz Azul. Então, tem uma situação para ele aqui. Quando ele estava no Corinthians há dois anos pediram o preço dele. Foi para fazer negócios em termos dos clubes que querem ele – concluiu o empresário.
Na derrota por 1 a 0 do Santos para o Monterrey, no último sábado, William, apesar de estar treinando junto com o elenco principal, assistiu ao jogo das tribunas.
