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POLÊMICA : Novo estatuto do Santos está em fase final e divide opiniões

Ideias como o fim do Comitê Gestor e a responsabilização do presidente estão em pauta

Depois de reunir sugestões, o processo de mudança do estatuto do Santos está na fase final. A extinção do Comitê de Gestão, a composição do Conselho Deliberativo, o tempo mínimo para o sócio votar e a responsabilização do presidente e do vice do clube estão entre as principais propostas.

Desde 2011, quando um novo estatuto foi aprovado durante a gestão do então presidente Luís Álvaro de Oliveira Ribeiro, é o Comitê de Gestão que toma as decisões no Santos. O colegiado é composto por nove integrantes – presidente e vice do clube, além de outros sete membros.

O presidente do Conselho Deliberativo, Marcelo Teixeira, que também já comandou o clube, vê dificuldades no modelo. "No futebol, há a necessidade de agilidade e rapidez em decisões que devem ser amparadas por profissionais".

Voltar ao modelo anterior significa que o martelo será batido pelo presidente sem que outros integrantes da diretoria tenham direito a voto. A opinião deles pode ou não ser levada em conta.

"O que se deve exigir é a profissionalização: nomeação de diretores, remunerados ou não, que, junto com funcionários, trabalhem cada qual em suas áreas exigindo que planejem e alcancem metas de forma competente e profissional", completa Teixeira.

Polêmica


A questão, no entanto, divide opiniões. "O Comitê de Gestão é uma bênção. Tem administrador que precisa ouvir a opinião de um colegiado. Outros, mais experientes, já têm o conhecimento para tomar decisões", diz Orlando Rollo, vice-presidente do Santos, admitindo que, em outros tempos, foi contra o modelo.

"Talvez não com o número excessivo que tem hoje, mas uma decisão colegiada inibe muito a chance de erro e você inibe, também, as chances de coisas não muito corretas", pondera Andrés Rueda, integrante do Comitê de Gestão, que defende o sistema atual.

Outras mudanças


Outra ideia é que o Conselho Deliberativo passe a ser formado apenas por integrantes das duas chapas mais bem colocadas nas eleições, além de conselheiros efetivos e natos – hoje, todas as que tiverem mais de 20% dos votos ganham vagas no legislativo.

A responsabilização do presidente e do vice na aprovação das contas e o limite de gastos também são propostas na nova versão do estatuto. Neste caso, é uma exigência do Programa de Modernização da Gestão e de Responsabilidade Fiscal do Futebol Brasileiro (Profut).

O novo estatuto pretende, ainda, exigir que o associado esteja vinculado por, no mínimo, três anos para ter direito a voto. Atualmente, o tempo necessário é de um ano. O objetivo dessa medida é evitar a entrada de sócios apenas para manipular o resultado da disputa eleitoral.

Caminho legal


De janeiro a abril deste ano, a Comissão do Estatuto – uma das três comissões permanentes do Conselho Deliberativo – recebeu dezenas de sugestões de sócios e conselheiros.

"Os membros da comissão estudaram cada uma delas", explicou Marcelo Teixeira. José Carlos Peres, Orlando Rollo e integrantes do Comitê de Gestão também participaram de encontros para discutir o tema.

Agora, dois escritórios de advocacia especializados de São Paulo foram contratados para revisar os artigos. Segundo Teixeira, a ideia é que o Conselho analise as propostas até setembro. Em seguida, será convocada uma assembleia geral para os sócios aprová-las.

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