A Copa do Mundo de Neymar pode não parecer brilhante. São dois gols e uma assistência, com direito a sofrimento e irritação contra a Costa Rica. Só que Neymar, com um jogo a menos, já está melhor que em 2014, no Brasil, quando brilhou na primeira fase e foi caindo no mata-mata até sofrer a lesão que o tirou de combate. Na Rússia, o camisa 10 apresenta sua versão decisiva e dá razão à música que agitou os últimos dias, colocando ele à frente de Cristiano Ronaldo e Lionel Messi.
Maior esperança do Brasil nesta sexta, no duelo contra a Bélgica, às 15h, pelas quartas de final, Neymar foi o melhor jogador em campo no difícil duelo contra o México, na última segunda. Foi a maior atuação de uma Copa cada vez mais "quente" do craque, que vê as maiores sombras da sua carreira fora da disputa. A queda precoce de Lionel Messi e Cristiano Ronaldo ajuda a explicar a força que ganhou, nos últimos dias, a música que compara os três.
"Cristiano Ronaldo
Veio pra passear,
Messi é o c...
Nós temos Neymar"
Neymar soma seis gols e três assistências em Copas. Messi tem seis gols e seis assistências e Cristiano Ronaldo sete gols e duas assistências. A diferença é que os dois disputaram 19 e 17 partidas, respectivamente, enquanto o brasileiro entrou em campo só em nove oportunidades. Além disso, o camisa 10 de Tite marcou em um jogo de mata-mata, feito que os vencedores das últimas dez Bolas de Ouro não conseguiram, em quatro edições, realizar.
A queda de Argentina e Portugal abre espaço para um feito pessoal inédito. Com os dois sem papel de destaque no maior torneio do planeta, Neymar ganha certa força para uma eventual disputa pelo título de melhor jogador do mundo, grande objetivo pessoal da sua carreira. A conquista ainda está muito distante, mas a evolução pessoal do brasileiro é animadora.
Há quatro anos, Neymar fez todos os seus quatro gols na fase de grupos. No mata-mata, porém, seu nível técnico caiu consideravelmente, com o Brasil sofrendo para passar pelo Chile (vitória nos pênaltis) e Colômbia (triunfo por 2 a 1). Na Copa da Rússia, o cenário foi modificado com atuações abaixo da expectativa contra Suíça e Costa Rica e crescimento contra Sérvia e México, quando o Brasil mais precisou dele.
A evolução entre as Copas é retratada em vários quesitos importantes:
137 passes certos em 2014, contra 170 na Rússia
63,1% de acerto nas tentativas de passes em 2014, contra 78% na Rússia
62 perdas de bola em 2014, contra 43 na Rússia
17 dribles em 2014, contra 20 na Rússia
18 faltas sofridas em 2014, contra 23 na Rússia
18 chutes a gol em 2014, contra 23 na Rússia
Não é pouca coisa para quem tem 370 minutos em campo na atual edição contra 457 minutos há quatro anos. Mesmo seus primeiros jogos abaixo do que pode produzir também têm uma explicação razoável. Neymar ficou quase três meses fora dos gramados por conta de uma cirurgia no pé direito. Como previu a comissão, o camisa 10 foi adquirindo ritmo e condição física com o decorrer dos jogos e pode, finalmente, explorar seu potencial máximo no mata-mata.
Seus números, mais uma vez, mostram uma evolução neste sentido. Na Rússia, Neymar tem 4,6 km percorridos com a bola, por jogo, contra 3,6 km da Copa de 2014. E a velocidade máxima atingida, 32.2 km/h, também supera os 31.8 km/h, o que mostra um atacante pronto para o combate. “Não precisava ser muito capacitado para saber que ele (Neymar) ia desenvolver e ter o desempenho melhorado no jogo a jogo”, destacou Tite na véspera do confronto contra a Bélgica.
“A gente acompanha o trabalho dele. Todos sabem o preço que ele pagou para chegar aqui. Os momentos que ele se privou para investir nesta evolução. Uma sequência de jogos e eu sabia que evoluiria. É uma experiência de atleta. O tempo vai te permitindo isso. Ele se recuperou mais rápido porque é de excelência”, insistiu o treinador.
Com Tite, Neymar encontra-se em função tática parecida com a de início da Copa de 2014, a de armação de jogadas pela esquerda do ataque. A pressão por vencer também parece a mesma. A diferença que os números retratam, no entanto, o camisa 10 está mais preparado para ser “o cara” da Copa do Mundo.
“Não é só com bola, não é só driblando. Tem ações de transições defensivas importantes do Neymar. Retomada da posse, ocupação e às vezes até desarme. E eu não quero que atacante desarme...o senso de equipe...essa para mim é uma virtude do Neymar”, destacou Tite.
Maior esperança do Brasil nesta sexta, no duelo contra a Bélgica, às 15h, pelas quartas de final, Neymar foi o melhor jogador em campo no difícil duelo contra o México, na última segunda. Foi a maior atuação de uma Copa cada vez mais "quente" do craque, que vê as maiores sombras da sua carreira fora da disputa. A queda precoce de Lionel Messi e Cristiano Ronaldo ajuda a explicar a força que ganhou, nos últimos dias, a música que compara os três.
"Cristiano Ronaldo
Veio pra passear,
Messi é o c...
Nós temos Neymar"
Neymar soma seis gols e três assistências em Copas. Messi tem seis gols e seis assistências e Cristiano Ronaldo sete gols e duas assistências. A diferença é que os dois disputaram 19 e 17 partidas, respectivamente, enquanto o brasileiro entrou em campo só em nove oportunidades. Além disso, o camisa 10 de Tite marcou em um jogo de mata-mata, feito que os vencedores das últimas dez Bolas de Ouro não conseguiram, em quatro edições, realizar.
A queda de Argentina e Portugal abre espaço para um feito pessoal inédito. Com os dois sem papel de destaque no maior torneio do planeta, Neymar ganha certa força para uma eventual disputa pelo título de melhor jogador do mundo, grande objetivo pessoal da sua carreira. A conquista ainda está muito distante, mas a evolução pessoal do brasileiro é animadora.
Há quatro anos, Neymar fez todos os seus quatro gols na fase de grupos. No mata-mata, porém, seu nível técnico caiu consideravelmente, com o Brasil sofrendo para passar pelo Chile (vitória nos pênaltis) e Colômbia (triunfo por 2 a 1). Na Copa da Rússia, o cenário foi modificado com atuações abaixo da expectativa contra Suíça e Costa Rica e crescimento contra Sérvia e México, quando o Brasil mais precisou dele.
A evolução entre as Copas é retratada em vários quesitos importantes:
137 passes certos em 2014, contra 170 na Rússia
63,1% de acerto nas tentativas de passes em 2014, contra 78% na Rússia
62 perdas de bola em 2014, contra 43 na Rússia
17 dribles em 2014, contra 20 na Rússia
18 faltas sofridas em 2014, contra 23 na Rússia
18 chutes a gol em 2014, contra 23 na Rússia
Não é pouca coisa para quem tem 370 minutos em campo na atual edição contra 457 minutos há quatro anos. Mesmo seus primeiros jogos abaixo do que pode produzir também têm uma explicação razoável. Neymar ficou quase três meses fora dos gramados por conta de uma cirurgia no pé direito. Como previu a comissão, o camisa 10 foi adquirindo ritmo e condição física com o decorrer dos jogos e pode, finalmente, explorar seu potencial máximo no mata-mata.
Seus números, mais uma vez, mostram uma evolução neste sentido. Na Rússia, Neymar tem 4,6 km percorridos com a bola, por jogo, contra 3,6 km da Copa de 2014. E a velocidade máxima atingida, 32.2 km/h, também supera os 31.8 km/h, o que mostra um atacante pronto para o combate. “Não precisava ser muito capacitado para saber que ele (Neymar) ia desenvolver e ter o desempenho melhorado no jogo a jogo”, destacou Tite na véspera do confronto contra a Bélgica.
“A gente acompanha o trabalho dele. Todos sabem o preço que ele pagou para chegar aqui. Os momentos que ele se privou para investir nesta evolução. Uma sequência de jogos e eu sabia que evoluiria. É uma experiência de atleta. O tempo vai te permitindo isso. Ele se recuperou mais rápido porque é de excelência”, insistiu o treinador.
Com Tite, Neymar encontra-se em função tática parecida com a de início da Copa de 2014, a de armação de jogadas pela esquerda do ataque. A pressão por vencer também parece a mesma. A diferença que os números retratam, no entanto, o camisa 10 está mais preparado para ser “o cara” da Copa do Mundo.
“Não é só com bola, não é só driblando. Tem ações de transições defensivas importantes do Neymar. Retomada da posse, ocupação e às vezes até desarme. E eu não quero que atacante desarme...o senso de equipe...essa para mim é uma virtude do Neymar”, destacou Tite.
