Ricardo Oliveira diz não saber definir sensação após gols: "Inexplicável"
Camisa 9 do Santos também valorizou "combustível" dado pela torcida durante as partidas do Peixe. Renato fez coro e falou sobre sentimento após gols e belos dribles
Poucos clubes na história do futebol mundial contaram com a variedade de craques que o Santos teve ao longo de sua história: Pelé, Pepe, Robinho e Neymar são apenas alguns dos grandes nomes que marcaram a história do clube. Em 2017, são outros os jogadores que tentam fazer história com a camisa do Peixe e, da mistura entre jovens jogadores e atletas consagrados surgem nomes como Ricardo Oliveira e Renato. Em entrevista exibida no "Troca de Passes" do último domingo, os veteranos da equipe santista falaram sobre as suas sensações após um gol ou uma bela jogada e definiram a sensação de ter seu nome gritado pela torcida. Um exemplo de empolgação mesmo com a idade avançada é o camisa 9 do Peixe, que mesmo com muitos gols na carreira, ainda não sabe como explicar a sensação de balançar as redes (assista ao vídeo acima).
- É inexplicável. Às vezes, a gente está combinando alguma coisa, vai lembrar de um amigo e quando você faz o gol, esquece de tudo. Você quer comemorar, extravasar do seu jeito. Até porque é o momento mais esperado pelo torcedor, pelo narrador, para quem está assistindo e, para quem faz o gol, é como se o resultado do trabalho estivesse sendo compensado naquele momento - comentou Ricardo Oliveira.
Aliás, de bola na rede o centroavante da equipe paulista entende bem. Durante três anos vestindo a camisa do Santos, foram 61 gols em 107 jogos, números que credenciam o ex-atacante da Seleção a ser uma das referências da equipe, dentro e fora de campo. O reconhecimento pelo faro de gols se torna natural e Ricardo Oliveira diz que "chega a arrepiar" quando tem seu nome gritado pelo público após um gol ou uma bela jogada.
Gol Ricardo Oliveira Santos x Palmeiras (Foto: Marcos Ribolli)Ricardo Oliveira retribui o carinho da torcida após gol em clássico (Foto: Marcos Ribolli)
- Isso é muito legal, chega a arrepiar. E é claro que isso também é como se fosse um combustível extra para que você possa se entregar, se doar e, no meu caso, fazer os gols e escutar o som da galera gritando o nome e comemorando - acrescentou.
Outro pilar da equipe por sua experiência e qualidade técnica, Renato é o oposto de Ricardo Oliveira. Foram apenas seis gols em 133 jogos com a camisa do Peixe, fato compreensível pela posição do jogador, que atua como meia. Se por um lado a quantidade de gols é menor, por outro os momentos após mudar o placar a favor de sua equipe se tornam mais especiais.
- Eu, particularmente, não sou de fazer muitos gols, então quando eu faço é uma das melhores coisas que acontecem durante a partida - afirmou o meia.
O camisa 8 da Vila Belmiro mostra mais afinidade com os dribles, favorecidos por sua qualidade técnica. Adepto dos chapéus, Renato garante que as jogadas de efeito surgem do improviso e que são feitas como recurso, sem menosprezo ao adversário.
- É o momento da improvisação. Seu adversário aperta você, te deixa em uma situação, você usa o drible como recurso para sair dessa marcação, então para mim, eu que costumo dar um chapéu como o pessoal fala, também é um recurso, mas nada de menosprezo. É mais para sair da dificuldade que o adversário te impõe - contou.
A equipe do Santos encara partida decisiva contra a Ponte Preta nesta segunda-feira às 20h, pelas quartas de final do Campeonato Paulista e precisará mais do que nunca da qualidade de Ricardo Oliveira e Renato para reverter a vantagem de um gol conquistada pela Macaca na partida de ida. De qualquer forma, ao menos o "combustível" citado pelo atacante santista está garantido: foram vendidos quase 32 mil ingressos para a torcida do Peixe, que deve lotar as arquibancadas do Pacaembu.
Renato - Santos (Foto: Ivan Storti/Santos FC)Renato comemora gol contra o The Strongest, na Libertadores (Foto: Ivan Storti/Santos
