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Tite explica gol do Corinthians celebrado e revela desculpas a Dorival Jr

Danilo Lavieri e Dassler Marques
Do UOL, em São Paulo 27/03/2017 - 19h14
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Matheus Guerra/Mowa Press

Tite concedeu entrevista coletiva antes de Brasil x Paraguai, nesta segunda
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Depois de treinar na Arena Corinthians com a seleção brasileira nesta segunda-feira, Tite falou sobre um episódio polêmico em visita recente ao estádio. Ele celebrou gol corintiano em clássico com o Santos (ver vídeo abaixo), o que gerou muitas críticas e uma reação dele: telefonar a Dorival Júnior e o presidente santista Modesto Roma Júnior para se desculpar. Na terça, Brasil e Paraguai se enfrentam em São Paulo.

"Respeito todas as opiniões, todas, e não reputo. Apenas sou ser humano com gratidão no Corinthians e às pessoas que estava. Se fosse o Santos, faria exatamente a mesma coisa. E eu também liguei ao presidente do Santos me desculpando e que ele não interpretasse mal, mas como um ato humano de quem sente, de quem vibra, de reconhecimento a pessoas e clubes. Assim como liguei para o Dorival para que me entendesse e me perdoasse. Se tivesse do outro lado, também teria feito", relatou Tite.

O alto número de jogadores com quem trabalhou e chama à seleção também foi alvo de pergunta ao treinador. Ele justificou: "temos um acompanhamento de 56 jogadores listados e a seleção está aberta. Está lá para quem for ver. Transparência. A gente coloca, acompanha, tá aí o Mariano, que nós acompanhamos (convocado na vaga de Dani Alves, suspenso), mas momento do Fagner é bom, o técnico entendeu, pode criticar. Se alguém quer colocar o outro lado, fazer o quê?", abordou.

Depois, espontaneamente, Tite retornou ao assunto. "Às vezes você fica chateado, somos humanos. Quando alguém fala, pode me criticar um monte, mas fala que convocou porque é queridinho, não sabe como me dói. Sabe por que? Não é legal, é dar privilégio. Se tem uma coisa que procuro humanamente não fazer é dar privilégio, tenho muita responsabilidade", comentou.

Outro tema importante abordado pelo treinador foi sobre atividades fechadas nos últimos dois. Ele negou, mas a razão foi detalhes de seu treinamento de bolas paradas divulgados pela Espn.
"Foi um detalhe, estou me adaptando, me reinventando na função de técnico de seleção e é pouco tempo. Quando técnico de clube, em momentos oportunos, eu também fechava. Às vezes entendia que era o momento de fechar, de ter mais privacidade, para que possa gritar mais forte, para ser mais duro, para chamar uma concentração maior. Abrimos no treino no São Paulo e tinha um grande número de pessoas. Fico feliz em dividir essa alegria, mas tem hora que vou dentro, isso me permite uma concentração a mais e não tem nada em relação a vocês (jornalistas)", afirmou.

"O Uruguai sabia todas as jogadas que a gente tinha de bola parada. Quero encontrar tempo para privacidade e para atender vocês (jornalistas) da mesma forma", complementou.

Confira mais declarações de Tite:
Importância dos treinadores
O que Neymar estava falando, vocês estavam tecendo elogios ao grande jogador que é, tenho que agradecer ao Muricy, ao Dorival, à base do Santos, à formação dos profissionais que te permitem o crescimento e a evolução que todo mundo têm. Os atletas que iniciaram comigo comeram uma massa que você não imagina.

Luta contra o oba-oba
Trato com naturalidade. Não posso deixar os atletas felizes pelo desempenho deles e não vou fazer isso. Não vou ter essa alegria e satisfação, tal qual terminei a coletiva no Uruguai e dei uma resposta que o fato de ter tido uma grande atuação nos jogos anteriores não ia facilitar em nada no enfrentamento com o Paraguai. Não vencemos o Paraguai há quatro jogos, que venceu a Argentina fora de casa, que está buscando também uma luta de classificação. Temos muita consciência e temos muito disso. Tratar um fato bom com naturalidade, é isso.

Momentos dife

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