Trending

Sem título



BLOG: Goleiro: time precisa ter o dono da posição
 Vanderlei, goleiro do Santos

Penso que um time deve ter um arqueiro que seja o titular absoluto. Se uma equipe não tiver um arqueiro nesta situação, com certeza ela está com sérios problemas na posição - o São Paulo atual é um bom exemplo.



Por isso, concordei quando Fernando Prass (Palmeiras) e Vanderlei (Santos), mais recentemente, recuperam suas posições depois de passarem um bom tempo no estaleiro, mesmo com os seus substitutos, Jaílson e Vladimir, respectivamente, tendo atuações excelentes na difícil missão de substituir grandes goleiros e sofrendo com as comparações que são inevitáveis. Em casos assim é imperativo que o titularar volte o mais rápido possível, pois, mesmo treinando muito, um arqueiro só recupera a forma ideal jogando, não há outro jeito.



Também não concordo com o revezamento, como acontece em alguns clubes da Europa, com um arqueiro jogando partidas do campeonato nacional e outro entrando em jogos de copas europeias e nacionais. Não enxergo nenhuma vantagem nisso.



Por exemplo, um goleiro que joga uma partida eliminatória pode ser responsabilizado por uma desclassificação precoce por um erro. Sem dizer que os guardiões que jogam somente as partidas eliminatórias atuam menos e, por isso, não entram em campo com o mesmo daquele que joga o campeonato.



Também pode ser criada uma pressão desnecessária. Vamos imaginar a seguinte situação. Caso o arqueiro que joga regularmente tenha uma atuação ruim no domingo e o outro arqueiro tenha uma atuação espetacular no meio da semana, o técnico vai precisar de coragem para trocar um herói por um que tenha falhado na última semana.



Várias trocas no gol também acabam com o entrosamento fundamental entre o arqueiro e os zagueiros. Os zagueiros se acostumam como o goleiro gosta de receber uma bola recuado e como ele orienta os zagueiros. Também o revezamento gera a sensação de que o melhor goleiro sempre é aquele que não está jogando.



No Brasil, nos anos 1970, quando o técnico Rubens Minelli assumiu o São Paulo, ele instituiu um revezamento no gol. Os goleiros Toinho e Waldir Peres jogavam três partidas cada. A experiência não deu certo, gerou apenas inúmeras trocas de zagueiros e o time só se acertou – ganhou “apenas” o Brasileiro de 1977 - depois que Waldir Peres foi definido como titular.



Ter um reserva bom, que faça o titular não se acomodar e que jogue bem quando o time precisa é vital; mas ter um grande goleiro que seja dono absoluto da posição, símbolo e referência é fundamental para um sucesso de um time

Postar um comentário

Postagem Anterior Próxima Postagem