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T. Maia lembra 1ª dor no Santos, explica sonho por PSG e mira Libertadores


Divulgação/SantosFC

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Madrugada de quinta-feira, 9 de julho de 2015, Goiânia. O Santos acabara de perder por 4 a 1 para o Goiás e entrava na zona de rebaixamento, com a iminência de demitir seu técnico. Mas a maior preocupação do capitão, Ricardo Oliveira, era achar o quarto do hotel em que alguns garotos estavam para consolá-los. Ao entrar e ver Thiago Maia, que tinha 18 anos, o camisa 9 procurava acalmar e explicar a importância de aprender com uma derrota.

O que membros da comissão técnica diziam repetidamente é que tudo ia passar e virar uma lição, mas Thiago demorou a acreditar. No mesmo ano, o camisa 29 seguiu como titular e terminou finalista da Copa do Brasil, para no ano seguinte ganhar medalha de ouro inédita com a seleção brasileira na Olimpíada. Mas nesse intervalo de tempo, o jovem volante não parava de pensar em uma coisa.

"Eu sendo novo sabia que minha carreira tinha acabado. Todos os jogadores sendo xingados, aquela pressão em cima de mim. Eu entreguei dois gols, né? Foi uma goleada. Quando cheguei no hotel eu chorei muito. Renato, Elano, Ricardo, me aconselharam muito. Me deram muita motivação", comenta em uma de suas lembranças durante entrevista ao LANCE!.

No dia 8 de fevereiro de 2017, as preocupações de Thiago Maia passam bem longe da zona de rebaixamento e até mesmo do Campeonato Brasileiro. Pelo menos por enquanto.

Como todos os garotos de 19 anos ou até mais jovens, ele não esconde que sonha com a Europa e nem que tem um time dos sonhos: o PSG, da França, que já foi de Ibrahimovic e Ronaldinho Gaúcho, é de Lucas, Marquinhos, Thiago Silva, Di Maria e há muito tempo já foi de Raí.
Mas a ideia fixa em sua cabeça é, primeiramente, disputar a Libertadores como fizeram Renato e Clodoaldo, seu ídolos, companheiros de clube e fiéis conselheiros. Conselheiros daqueles que palpitam até em renovação de contrato.

"Deus vem me abençoando e não posso esquecer de citar ele, mas aqui na Terra certeza que o Clodoaldo e o Renato, até o próprio Ricardo Oliveira me ajudaram muito. O Corró foi fundamental para minha renovação (de contrato). Ele conversou muito comigo para eu ficar, eu já tinha um pé na Europa, estava prestes a assinar um contrato para eu ir embora, e ele também conversou com minha mãe, com meus empresários, entramos em um acordo e deu tudo certo. Espero ser um dia que nem ele, como Renato, porque como dizem, os jogadores vivem de títulos e eu quero ser lembrado com títulos e espero que seja aqui no Santos", confessa.

Por falar em Libertadores, o volante cobiçado por europeus de diversos países por ser jovem e moderno taticamente promete até mudar o estilo se for necessário para jogar na Libertadores. Não pense que a elegância e os passes rápidos não podem dar lugar a faltas mais duras, carrinhos ou cartões. O estreante na maior competição da América já tem na ponta da língua tudo que é necessário para o Santos conquistar a taça pela quarta vez.

"Se precisar, a gente tem que chegar, a gente está defendendo um grande clube que é o Santos. Sempre se fala que em qualquer competição que o Santos entra, ele entra para ser campeão. Tenho certeza que se for necessário o Vanderlei dar carrinho na área, ele vai dar, o Ricardo na frente, a gente no meio, os laterais... Vai ser uma competição totalmente diferente do que a gente já disputou. Deus vem me preparando nesses anos em que eu estava no profissional para chegar na Libertadores e fazer um bom campeonato. Espero que a gente conquiste. Eu sei que não vai ser fácil, tem muitos clubes qualificados e se tiver que chegar duro, a gente vai chegar", avisa.

Confira a entrevista exclusiva com Thiago Maia:

Por que essa predileção pelo PSG enquanto a maioria dos garotos fala em Barcelona, Real Madrid ou Bayern de Munique?
Eu me identifico com o PSG, cada um tem o seu sonho. Muita gente me critica. Hoje

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